
Depois de uma semana inteira de pauleira na escola e de trabalho consegui sentar e separar umas fotos da viagem que fiz no último Domingo. Alugamos um carro a Liliane, as 2 Talitas e eu e fomos conhecer a Great Ocean Road, uma estrada que acompanha a costa do estado de Victória e vai até um dos pontos turísticos mais famosos da região, os 12 Apóstolos.
A Great Ocean Road, que tem 273 km de extensão, foi construída em memória aos mortos na Primeira Guerra Mundial (igual ao Shrine of Remembrance) e levou mais ou menos uns 15 anos pra ser construída com a mão de obra de mais de 3mil peões.
Acordei cedo, e às 8h da manhã já estávamos na estrada para começamos a trip. Conseguimos alugar um Toyota novinho com GPS, e mesmo assim conseguimos realizar a façanha de nos perder duas vezes. A estrada é bem sinalizada e em bom estado pra dirigir. O único problema é que os carros andam na contra-mão. Dirigir no lado esquerdo é fácil, o problema é quando precisa mudar de pista, ou dobrar pra alguma nova estrada ou rua, e tentar não entrar pela direita!
Como eu tinha dormido pouco na última noite pois bebemos um pouquinho acima da cota no Copacabana, fiquei boa parte do tempo sendo o navegador da trip (tai a explicação de termos nos perdido mesmo com o GPS). O dia estava irado. Céu com poucas nuvens e Sol a mil.
O que mais impressiona na viagem é a diversidade de paisagens que encontramos no caminho. À esquerda o mar sempre presente e à direita montanhas rochosas, florestas, morros e campos com fazendas e vilarejos de pescadores.
Cruzamos por praias boas pra surfar, portanto, somente cueca na área, e as poucas gurias que encontrei eram brancas como vela (ou já vermelhas do sol) e usavam belas tangas que nem a minha vó usaria de tão grande.
Pras gurias que curtem um surfista e querem ver os Australianos sarados com usas sungas atoladinhas ai segue um rapaz que fez sucesso na praia com a sua tanga estilo Borat. Me lembrou vagamente o seriado Baywatch, porém sem a Pâmela Anderson. (Quem ficou com água na boca pode assistir ao vídeo)
Depois de várias paradas por diversas praias pra fazermos algumas fotos e tomarmos um café, até por que o sanduíche seco com queijo e presunto das gurias tava matando, seguimos para os Doze Apóstolos. Em um trecho da estrada passamos pelo meio de uma floresta que é uma área de preservação ambiental, mas infelizmente não tivemos tempo de parar pra dar uma olhada. Era a minha esperança de ver um Canguru. Estou há 2 meses e meio por aqui e a única coisa que vi até agora são uns gambás esquisitos na praça aqui na frente do apê. 
Chegando enfim no nosso destino fomos conferir o tal falado Twelve Apostles, que na verdade já não sao mais 12, e sim 9. 3 não agüentaram a força do mar e caíram. Os 12 Apóstolos consiste em uma fila de blocos de calcário que foi esculpida com o tempo pela força das ondas. Antigamente o nome desse local era Sow and Piglets (algo como “Porca e Porquinhos” pelo que meu inlglês permite traduzir) e em 1950 mudaram o nome, obviamente para atrair mais turistas.
Como vocês podem ver pelas fotos o lugar é fantástico! Pra quem quiser dar uma olhada fiz um vídeo com algumas pequenas filmagens da estrada e dos 12 Apóstolos.
Vou ficando por aqui pois preciso lavar roupa. Não sei por que, mas desde que cheguei aqui as minhas roupas não aparecem mais limpas, passadas e cheirosas no meu guarda-roupas! :(
domingo, 19 de outubro de 2008
Great Ocean Road
domingo, 5 de outubro de 2008
5 em 1
Andei meio atolado nas últimas semanas, por isso não atualizei o Blog!
Mas aí vão 5 novos posts:
Street Art #1 - Tiozinho da Batéra
Fuck English
Sunset - Docklands
E nesse Blog tem goteira...
Grand Finals AFL
Pra acompanhar basta clicar nos links no menu da esquerda no mês de Outubro.
Abraço
Street Art #1 - Tiozinho da Batéra

Estou abrindo o quadro "Street Art" no blog pra prestigiar os artistas de rua aqui da Austrália. Quem pensa que só vemos essas figuras ai na Praça da Alfândega ou na Andradas está enganado.
O primeiro a abrir o quadro é o "Tiozinho da Batéra". Ele é péssimo tocando, não tem repertório, mas o véio é esforçado! Se chegar pertinho dele da pra ouvir ele resmungando alguma letra, mas não consegui entender nada do que ele cantava! Pouca gente que eu conheço curte o som dele, até por que a acústica do equipamento não é das melhores como vocês podem ver... ainda mais com o som dos carros no fundo dificulta o retorno...
Fuck English

Nesse final de semana está rolando em Melbourne o Dream Festival. Um evento com shows e exposições que apresentam as idéias, sonhos e inspirações de artistas australianos. Tudo acontece às margens do Yarra River, com alguns botes flutuantes com bonecos infláveis muito loucos. Como vocês podem ver nas fotos tem um exército de bonecos espalhados pelo parque, e à noite foi aplicada uma iluminação especial neles, acompanhada de uma música que se tu deitar na grama por uns 5 minutos tu dorme fácil, fácil.
No final da noite de sábado teve uma bateria de fogos de artifício irada. Tive que esperar 40 min. assistindo uma banda local emo tocar aquelas musicas mela-cueca pra ver os fogos. No fim das contas valeu muito a pena... o show pirotécnico rolou acompanhado de uma trilha sonora do bom e velho Pink Floyd! Loucurinha garantida. Se tem uma coisa que australiano sabe fazer é festa. Pelo menos aqui em Melbourne eles estão sempre organizando alguma coisa, ainda mais agora que começou a esquentar e cada dia se vê mais gente nas ruas, principalmente nos nos finais de semana.
Quando cheguei no parque a primeira coisa que me chamou atenção foi o letreiro dizendo “FREE ALCOHOL EVENT”. Sai que nem um louco procurando os barris de chope de graça, achando que ia tomar um porre sem gastar nada, mas não achei nenhum. Pela quantidade de famílias com crianças no local percebi que o que eles queriam dizer era que não poderíamos beber no local.
FUCK ENGLISH!
Sunset - Docklands
Esse ai é o por-do-sol de Melbourne visto de Docklands, o cais da cidade. Fica pertinho do meu apê, mais ou menos 5 min. De bicicleta ou de tram. Pra quem quiser ver um breve vídeo do local basta clicar no link.
Abraço
E nesse Blog tem goteira...
As aulas de inglês geralmente são um pé nos ovos. Exercício de gramática pra cá.... vocabulário pra lá... mas o que eu mais curto são aquelas malditas cruzadinhas em inglês. Quando a professora me larga aquela folha na mesa me da vontade de falar um monte de palavras bonitas em português pra ela. Mas como ela já morou 6 anos na Espanha acho que ela iria entender alguma coisa.
Por sorte tivemos a oportunidade de levar algum assunto pra apresentar para os nossos queridos colegas gringos. Como eu tinha recebido umas garrafas de cachaça achei que seria interessante compartilhar com a turma. Mesmo sabendo que não é liberado o consumo de bebidas alcoólicas dentro da escola a professora liberou, até por que até ela deve achar um saco as aulas. Levei limão, kiwi, morango e fiz umas caipiras no final da manhã antes do lmoço pra deixar a galera bem louca. Não preciso nem dizer que foi uma das melhores apresentações da turma. A professora catava os morango no fundo do copo toda faceira e queria mais. Além disso levei chimarrão pra eles conhecerem. Pra minha surpresa ficaram tomando a aula toda e também durante o almoço.
Até uma japa, nova na turma, que todos brasileiros tão em cima ficou tomando e queria aprender português. Esperei os paulistas saírem de perto e ensinei as palavras que achava mais propícias pra deixar eles putos da cara comigo. No outro dia na aula a japa chega largando um: “Barbaridade Tchê, tri legal!”.
Sexta feira à noite convidei o pessoal da escola pra jantar no restaurante avisando eu iria servir todo mundo. Fechamos uma mesa com 10 pessoas e fiz uma seleção especial de músicas brasileiras como a Cath, dona do restaurante, havia me pedido. Foi a melhor noite da casa. O repertório foi bem eclético, passando de Wando, Gretchen, Planet Hemp, Seu Jorge, Mundo Livre, Bruno e Marrone, Ultramen, Rappa e é claro que não podia faltar o Rei Roberto. Toda vez que trocava uma música eu já começava a rir e só via os clientes batendo pezinho. Como era uma noite de restaurante cheio precisávamos de música mais agitada, e uma tiazinha da Noruega perguntou de quem era aquela música que ela estava adorando, logo respondi que era a Gretchen, musa da música e agora do cinema brasileiro! Aehhaehae! Ela disse que era ótima pra dançar!
Quando os meus amigos estavam bem faceiros de vinho e champagne larguei uma bandeja com 5 caipiras na mesa, pra alegria de todos. Os japas que não conheciam o aperitivo pareciam que iam cuspir fogo a cada gole. Diziam que era forte, mas mesmo assim continuavam bebendo e só ouvia eles falarem: KACHAÇA NÉ?!
Grand Finals AFL
Pra quem não sabe, australiano é louco por esporte. Se for esporte de dar porrada melhor ainda. Semana passada foi o dia da Grande Final da Liga Australiana de Football, ou o chamado Footy. É um esporte 100% australiano, jogam só aqui mesmo, e eles são loucos pelo Footy como os brasileiros são doidos por futebol. Eu achei o jogo meio idiota... são 2 times com 18 jogadores (pra que tanto?) se pegando no pau por causa da bola que é parecida com a do futebol americano. Pode-se passar a bola com os pés e com as mãos, porém tem que dar um soquinho na bola pra poder passar. Depois é só pegar a bola e chutar numa goleira gigante. Fácil de marcar gol. Se o jogador pega a bola no ar dentro da grande área de um passe com os pés ele pode chutar pro gol sem marcação nenhuma. Sinceramente, achei um saco assistir a partida.
O jogo não possui muitas faltas, e é ai que o pau come. Não sei se já comentei, mas os australianos são geralmente altos e adoram mostrar que são macho, e nos jogos de Footy eles se soltam. Vocês podem ver isso clicando no link. No Sábado, dia 27 de Setembro todo mundo sai para as ruas pra beber e assistir ao jogo. Segundo o meu professor é o dia que Melbourne atinge o pico de consumo de álcool. Como ele sempre fala de cerveja na aula e parece estar constantemente de ressaca acreditei nele, e realmente a galera bebeu de tonel antes, durante e depois do jogo. Quando sai de casa pra ir trabalhar só via os Ozzys (quem nasce aqui é chamado de Ozzy também) correndo de um lado pro outro na rua chutando as bolas de Footy e bebendo por tudo quanto era lado. Parecia final de copa do mundo.
Quando voltei pra casa achei que o pessoal estaria mais tranqüilo, já que todo mundo tinha me avisado pra cuidar com os bebuns pelas ruas, mas a coisa estava pior ali pela meia noite. Era engraçado de ver a quantidade de neguinho atirado nas praças sem conseguir caminhar e os bares explodindo de gente. E não são só os homens que curtem a função, as gurias também entraram no ritmo e tomaram todas pra comemorar a vitória dos Hawks sobre o Geelong, que foi o campeão de 2007.


