quarta-feira, 21 de julho de 2010

Friiiiiio na Nova Zelândia

Dae Galera

Depois de alguns meses sem notícias aqui estou eu atualizando o blog com algumas fotos das últimas férias com o Gabriel que veio direto de Porto Alegre, dessa vez de volta à Nova Zelândia, porém com destino à ilha sul onde o frio chegou aos seus -4 graus. Isso aí, se achou que anda fazendo frio ai no Sul, em Queenstown, onde ficamos 1 semana a temperatura máxima que pegamos não deve ter passado dos 10 graus. Além da Nova Zelândia também uma visita à Tasmânia, ao sul da Austrália e uma breve passada pela Costa Leste, Gold Coast, onde infelizmente ao invés de sol e calor só rolou chuva e frio no final da Viagem.

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O plano inicial da viagem seria de dirigir ao redor de toda Ilha Sul da Nova Zelândia, porém com uma greve no aeroporto de Buenos Aires com a Aerolíneas o Gabriel perdeu o vôo e acabou chegando na Nova Zelândia 3 dias depois do esperado. Como eu já estava lá esperando ele com mais 2 amigos, acabamos pegando um ônibus de Christchurch direto pra Queenstown, cidade turística no sudoeste da Ilha Sul, onde acabamos ficando esperando a chegada do Gabriel.

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Com uma população de 10mil pessoas, número que dobra na alta temporada com os turistas que vem para as estações de esqui, a pequena cidade é rodeada por uma beleza natural incrível. A cidade de Queenstown é minúscula, dando pra atravessar de ponta a ponta a pé em menos de 1 hora. Ficamos em um hostel no pé do morro onde tem um teleférico que leva os turistas até o topo da montanha principal no meio da cidade.

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Em um lugar frio como esse se tem 2 opções, ficar em casa comendo e bebendo ou sair pra pegar um ventinho gelado na cara. Como deixávamos as atividades alcoólicas para de noite, onde o frio apertava, durante o dia o negócio era sair pra caminhar. Essa montanha próxima do hostel tem várias trilhas pra se fazer a pé, algumas com 1h, 2h ou até 4h de caminhada. Isso ai, 4h de caminhada num frio do cão.

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Cada trilha te leva para um ponto diferente da montanha, onde era possível encontrar outras cidadezinhas ao redor. Sempre achei que era frescura esse negócio de carregar luva, manta, cachecol e gorro por que estava ventado um pouquinho mais. Já no segundo dia eu não saía de casa sem todas essas tralhas mais a garrafa térmica com chá quente pra dar uma aquecida no caboclo, que no meio da caminhada tinha que dar uma parada pra comer alguma coisa e se esquentar, se é que isso era possível.

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Com um dia amanhecendo nevando acabou deixando toda a cidade completamente coberta de neve, e por qualquer lugar que tu passava tinha que cuidar com gelo no chão e a trilha tapada de neve. Escorregar e tomar um tombo era algo que podia acontecer a qualquer momento. Como o sol ia saindo no decorrer do dia a neve ia derretendo entre as árvores e te dando um banho bem de leve, o que te deixa molhado que nem um pinto no final da caminhada. Um par de meia extra na mochila e é claro aquele charmoso ceroulão por baixo da calça era utensílio básico da galera. Bonecos de neve por todos os lados, inclusive do simpático casal de japas que encontrei no meio do caminho.

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Finalmente o esperado dia pra irmos pra estação de esqui de Remarkables, onde o Gabriel, Diego, Carol e eu nos equipamos até os dentes pra um longo dia de muito tombo, hematomas e frio. Pegamos o bus que nos levou até o topo da montanha há uns 40min. de Queenstown, com snowboard, esquis e dois trenós pra garantir a bagunça desde as 9 horas da matina até o horário do sol começar a baixar. Não preciso dizer que quase matamos umas crianças enquanto andávamos na parte destinada aos iniciantes e mancos como nós! Depois de aprender a cair já deu pra arriscar uma subida no teleférico até o ponto mais alto da estação. Eu já achando que tava Professional na história fui descer na parte mais alta e não conseguia ler em tempo as placas que encontrava no meio do caminho e consegui entrar na parte onde dizia “Experienced Track”, e quando eu vi já não tinha mais volta. A montanha que a galera estava levando 5 min. pra descer esquiando eu levei uma meia hora descendo com a bunda colada no neve, pra evitar uma queda cinematográfica e quebrar as duas pernas. Aquele mico, mas por sorte passaram poucas pessoas por ali pra me ver todo apavorado descendo no meio das pedras... 30s em pé na prancha e mais uns 10min rolando. Nessas alturas do campeonato já tinha neve entrando na jaqueta por todos os lados, derretendo na nuca até o calcanhar! O bom é que o gelo já dava uma anestesiada no corpo que já começava a doer antes do meio dia. Depois com um pouco de segurança já deu pra aproveitar um pouco mais o snowboard e a vista que se tem enquanto se sobe até o início das diversas pistas de esqui da estação.

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De volta a Queenstown aproveitamos os últimos dias curtindo o festival de inverno que estava rolando na cidade. O festival tinha de tudo um pouco, música, comida e gente esquisita por todos os lados, com direito ao pessoal do Star Wars dando uma volta pelo centro e até Freddy Krueger dando uma banda por lá.

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Pra finalizar obviamente rolou um churrasquinho louco de especial no pátio do Hostel. Enquanto o Gabriel coordenava a carne a galera só assistia a fumaceira das janelinhas vizinhas e também a ceva gelando ao natural na rua.

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Última noite em Queenstown ficamos em um hostel na frente do rio com uma localização bem ruim. Acordava pela manhã e a cozinha do Backpacker tinha uma janela de ponta a ponta com uma vista nada menos do que as fotos ai de baixo. Ruim né? Na seqüência coloco as fotos do restante da viagem!

Abraço!

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