
Quatro horas e trinta minutos, chego em casa depois de ter trabalhado e tendo a noite livre pela frente, preparei uma caipira caprichada, botei um som e sentei na sacada pra dar uma relaxada. Aquela vidinha de burguês que qualquer um pediu à deus.
Pra minha surpresa, na sacada do lado, tinha um grupo de orientais fazendo um Barbecue. O churrasco australiano é um espetáculo. Junta umas salsichas, uns bifes, pão e larga na grelha. Salada acompanha. Ah, e muito cat-chup. Cerveja não preciso nem comentar.
Vendo a aglomeração de umas 12 pessoas, fiquei dando umas olhadas pra ver se alguém arriscava um oi e me convidava pra tomar umas com eles. Depois de uns 20 minutos alguém viu que eu tava quase pulando da minha sacada pra deles pra alguém me ver. Umas 2 pessoas me olharam e viraram pra mesa como se nada tivesse acontecido. A última esperança tinha ido por água abaixo. 
Não teve problema, pois voltei pra cozinhar alguma coisa, pois ainda não tinha almoçado.
Preparei aquela massa (novamente) com molho de tomate, Tuna enlatada (peixe originário de mares asiáticos) milho, ervilha, ovo cozido picado e parmesão. Experimentem em casa. Ao invés da Tuna podem usar a boa e velha sardinha, ou atum pra quem for fresco. Pra quem fez cara feia pode acreditar que as minhas habilidades na cozinha estão crescendo diariamente. Hoje mesmo ensinei o Bernie a fazer “Mashed Potatoes”. O bom e velho puret de babata. Le Grand Cheff Dadou me aguarde quando eu voltar.
No mais tudo tranqüilo, o clima melhorando e ficando mais quente se vê muito mais gente na rua, e todos falam que Melbourne é uma loucura no verão. Tou esperando pra ver qualé.
Abaixo tem mais um post.Curtam.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Tentando me enturmar
Indo pro Museu

O prédio do curso precisava passar por umas reformas e mandaram os professores levarem os alunos pra fazer uma atividade extra-classe. Fomos pro museu. Os ingredientes certos pra uma tarde de sexta feira ser aquele programa de índio (ou aborígine se preferir) se não fosse o nosso exclusivo professor Jaison. Desde que chegamos, ele estava conversando com o pessoal pra ver onde iríamos almoçar, pois ele conhecia um ou dois pubs interessantes ali perto. Por ser o professor, ele que deveria nos guiar pelo museu, porém, ele nunca tinha ido lá antes e perguntou se algum dos alunos já havia visitado pra guiar a galera. Comédia é pouco. O Melbourne Museum é relativamente grande e tem muita coisa pra ver. Várias seções com exibição de espécies de animais nativos da Austrália e Oceania. Tinha uma sala somente com peças sobre o cérebro humano falando de percepção, sonho e outras viagens interessantes. Pinturas aborígenes, áreas abertas que reproduzem tipos de florestas locais, entre outras coisas. Depois de caminhar bastante dentro do museu nos dirigimos pra uma rua de restaurantes italianos que tinha ali perto. Caminhamos mais fora do que dentro do museu pra achar um lugar que agradasse todos pra almoçar. No meio do caminho desisti e me mandei pra casa por que tinha muita coisa pra fazer. De qualquer forma o pessoal achou um pub e almoçaram por lá.
domingo, 2 de novembro de 2008
Halloween

Daí cambada, como estão as coisas ai em Porto? Aqui em Melbourne o clima já começou a melhorar. Foi-se o frio. Já não agüentava mais aquele vento frio que quase arrastava a gente. O trabalho no restaurante da australiana está melhorando também, e como ela vai com a minha cara, e pego junto com ela no trabalho já estou até coordenando a peonada que trabalha lá. Tou meio que virando gerente da bodega. Os clientes estão indo com a minha cara, inclusive os amigos delas que jantam lá sempre me elogiam. Não sei como, com o meu inglês meia boca e considerando que a minha maior experiência com restaurantes foi de buscar cerveja e X no Paulo’s Pub. Vamo que vamo.
Agora que tou grandão fiz questão de incluir no cardápio dos “SPECIALS” da casa a boa e velha caipirinha. O negócio agora é meter canha nos clientes. Achei uma loja que vende a garrafa de Caninha 51 por nada mais, nada menos que AU$ 50,00. Isso mesmo. Cinqüenta dólares australianos por uma garrafa de 51. Bem cara essa brincadeira por aqui.
Sexta-feira, 31 de Outubro é comemorado o dia de Halloween, não tão famoso como nos EUA, mas deu pra ver muita coisa engraçada na rua, desde um maluco vestido de Ronald McDonald todo ensangüentado até uma guria vestida de Branca de Neve no meio de uma festa que fomos. Antes rolou uma concentração na casa da nossa colega do restaurante Marian, uma iraniana que é artista plástica. Gente finíssima. Chegando na casa dela tinha uma galera toda fantasiada e nos deram uns bigodes pra tentarmos entrar no espírito. Pra minha surpresa tava rolando um CD de música brasileira na sala. Algum tipo de samba com pagode que eu nunca tinha ouvido na vida. Coisa mais horrível. Depois de uns copos de vinho, umas risadas e umas fotos nos mandamos pra festa na cidade. Logo chegando no pub, subindo as escadas vejo um gambá despencar de um lance de mais ou menos uns 30 degraus rolando até lá em baixo. Em seguida levantou como se nada tivesse acontecido e saiu tomando a sua cerveja , que por sinal não derramou nenhum gole. Isso que era apenas 1h da matina. O pessoal aqui sabe mesmo se divertir. Indo pra casa ali pelas 4h da manhã passamos num fast-food que a colega de apê trabalha das 9h da noite até as 5h da madruga e forramos o buxo com frango e batata frita da melhor qualidade. Aquele colesterol na veia!!! De graça e com fome né...