
É com orgulho que apresento a todos o maior evento do verão no hemisfério sul: Woodstock em Melbourne.
Isso mesmo. Pra quem não sabe o Juliano está vindo passar Natal e Reveillon comigo aqui em Melbourne. Portanto do dia 24 de Dezembro até o dia 12 de Janeiro a festa ta garantida por aqui. Já aumentei o estoque de cerveja e já confirmei o Natal e a virada do ano aqui em casa com os amigos. Aguardem as novidades.
Pra quem não viu coloquei abaixo umas fotos da última festa aqui em casa na Páscoa.
Aquele abraço pra todos.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Reforço de peso chegando em Melbourne!
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Friiiiiio na Nova Zelândia
Dae Galera
Depois de alguns meses sem notícias aqui estou eu atualizando o blog com algumas fotos das últimas férias com o Gabriel que veio direto de Porto Alegre, dessa vez de volta à Nova Zelândia, porém com destino à ilha sul onde o frio chegou aos seus -4 graus. Isso aí, se achou que anda fazendo frio ai no Sul, em Queenstown, onde ficamos 1 semana a temperatura máxima que pegamos não deve ter passado dos 10 graus. Além da Nova Zelândia também uma visita à Tasmânia, ao sul da Austrália e uma breve passada pela Costa Leste, Gold Coast, onde infelizmente ao invés de sol e calor só rolou chuva e frio no final da Viagem. 
O plano inicial da viagem seria de dirigir ao redor de toda Ilha Sul da Nova Zelândia, porém com uma greve no aeroporto de Buenos Aires com a Aerolíneas o Gabriel perdeu o vôo e acabou chegando na Nova Zelândia 3 dias depois do esperado. Como eu já estava lá esperando ele com mais 2 amigos, acabamos pegando um ônibus de Christchurch direto pra Queenstown, cidade turística no sudoeste da Ilha Sul, onde acabamos ficando esperando a chegada do Gabriel.
Com uma população de 10mil pessoas, número que dobra na alta temporada com os turistas que vem para as estações de esqui, a pequena cidade é rodeada por uma beleza natural incrível. A cidade de Queenstown é minúscula, dando pra atravessar de ponta a ponta a pé em menos de 1 hora. Ficamos em um hostel no pé do morro onde tem um teleférico que leva os turistas até o topo da montanha principal no meio da cidade. 
Em um lugar frio como esse se tem 2 opções, ficar em casa comendo e bebendo ou sair pra pegar um ventinho gelado na cara. Como deixávamos as atividades alcoólicas para de noite, onde o frio apertava, durante o dia o negócio era sair pra caminhar. Essa montanha próxima do hostel tem várias trilhas pra se fazer a pé, algumas com 1h, 2h ou até 4h de caminhada. Isso ai, 4h de caminhada num frio do cão.
Cada trilha te leva para um ponto diferente da montanha, onde era possível encontrar outras cidadezinhas ao redor. Sempre achei que era frescura esse negócio de carregar luva, manta, cachecol e gorro por que estava ventado um pouquinho mais. Já no segundo dia eu não saía de casa sem todas essas tralhas mais a garrafa térmica com chá quente pra dar uma aquecida no caboclo, que no meio da caminhada tinha que dar uma parada pra comer alguma coisa e se esquentar, se é que isso era possível. 
Com um dia amanhecendo nevando acabou deixando toda a cidade completamente coberta de neve, e por qualquer lugar que tu passava tinha que cuidar com gelo no chão e a trilha tapada de neve. Escorregar e tomar um tombo era algo que podia acontecer a qualquer momento. Como o sol ia saindo no decorrer do dia a neve ia derretendo entre as árvores e te dando um banho bem de leve, o que te deixa molhado que nem um pinto no final da caminhada. Um par de meia extra na mochila e é claro aquele charmoso ceroulão por baixo da calça era utensílio básico da galera. Bonecos de neve por todos os lados, inclusive do simpático casal de japas que encontrei no meio do caminho. 
Finalmente o esperado dia pra irmos pra estação de esqui de Remarkables, onde o Gabriel, Diego, Carol e eu nos equipamos até os dentes pra um longo dia de muito tombo, hematomas e frio. Pegamos o bus que nos levou até o topo da montanha há uns 40min. de Queenstown, com snowboard, esquis e dois trenós pra garantir a bagunça desde as 9 horas da matina até o horário do sol começar a baixar. Não preciso dizer que quase matamos umas crianças enquanto andávamos na parte destinada aos iniciantes e mancos como nós! Depois de aprender a cair já deu pra arriscar uma subida no teleférico até o ponto mais alto da estação. Eu já achando que tava Professional na história fui descer na parte mais alta e não conseguia ler em tempo as placas que encontrava no meio do caminho e consegui entrar na parte onde dizia “Experienced Track”, e quando eu vi já não tinha mais volta. A montanha que a galera estava levando 5 min. pra descer esquiando eu levei uma meia hora descendo com a bunda colada no neve, pra evitar uma queda cinematográfica e quebrar as duas pernas. Aquele mico, mas por sorte passaram poucas pessoas por ali pra me ver todo apavorado descendo no meio das pedras... 30s em pé na prancha e mais uns 10min rolando. Nessas alturas do campeonato já tinha neve entrando na jaqueta por todos os lados, derretendo na nuca até o calcanhar! O bom é que o gelo já dava uma anestesiada no corpo que já começava a doer antes do meio dia. Depois com um pouco de segurança já deu pra aproveitar um pouco mais o snowboard e a vista que se tem enquanto se sobe até o início das diversas pistas de esqui da estação.
De volta a Queenstown aproveitamos os últimos dias curtindo o festival de inverno que estava rolando na cidade. O festival tinha de tudo um pouco, música, comida e gente esquisita por todos os lados, com direito ao pessoal do Star Wars dando uma volta pelo centro e até Freddy Krueger dando uma banda por lá. 
Pra finalizar obviamente rolou um churrasquinho louco de especial no pátio do Hostel. Enquanto o Gabriel coordenava a carne a galera só assistia a fumaceira das janelinhas vizinhas e também a ceva gelando ao natural na rua. 
Última noite em Queenstown ficamos em um hostel na frente do rio com uma localização bem ruim. Acordava pela manhã e a cozinha do Backpacker tinha uma janela de ponta a ponta com uma vista nada menos do que as fotos ai de baixo. Ruim né? Na seqüência coloco as fotos do restante da viagem!
Abraço!
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
NATAL + REVEILLON 2010
HO HO HO...
Depois de um final de ano corrido com bastante trabalho, finalmente chegou a hora de dar uma descansada. Dia 24 me reuni com meus camaradas pra organizar as festividades Natalinas que começaram às 3h da tarde regada a muita cerveja enquanto preparávamos os pratos para a ceia. A festa rolou na casa da Priscila (blusa roxa nas fotos) e do João Paulo Cabeção (Camisa Xadrez) que foram os responsáveis por organizar a janta. Eu me puxei e fiz até um sagu.

Além de outros brasileiros na casa tivemos a ilustre presença da Di-anne (tiazona de blusa preta), uma japa que mora lá e mais um gaiato que uma amiga nossa conheceu no caminho da festa que não tinha plano nenhum pra noite de natal e acabou bebendo umas com a gente. Foi uma noite calma, porém seguimos em ritmo constante no quesito biritas. Aos poucos o pessoal foi se entregando, inclusive eu que ali pelas 3h da matina dei aquela clássica deitadinha só pra dar uma descansada e obviamente acabei desmaiado e babando no quarto.
Diferente do Brasil, aqui na Austrália, o Natal é comemorado no dia 25, portanto levamos os sobreviventes da noite anterior pra casa nova da Di-anne, a qual ela havia se mudado há poucas semanas. Ela preparou um almoço bem leve e show de bola pra galera poder se alimentar direito depois da maratona alcoólica da noite anterior.
Com todo mundo bem alimentado e já recuperado, ficamos dando uma descansada de forma mais civilizada, curtindo um som, falando bobagem e vendo o que cada um iria fazer durante a pausa do Ano Novo. A Di-anne, que não consegue ficar muito tempo parada, pediu pra colocarem um samba pras gurias ensinarem o filho dela a dançar. Da pra imaginar o resultado de um Australiano de quase 2m de altura tentando dar uns passos depois de algumas cervejas né? Tragédia total.
Depois da função, o jeito foi me mandar pra casa pra arrumar as malas pra partir em direção ao litoral e passar 8 dias em Lorne, prainha de burguês que fica mais ou menos à 3h de Melbourne.
ANO NOVO...
No final da tarde do dia 26, a Priscila e eu nos encaminhamos para a estação de trem pra pegarmos o trem e encontrarmos a Bel, uma amiga nossa que esta morando há algum tempo em Lorne e nos garantiu um canto na casa que ela divide com algumas amigas. Já senti que essas férias prometiam quando ligamos para Bel pra avisar que estávamos rumo pra praia e ela nos deu a ótima noticia que ela havia ido passar o Natal na casa dos pais em outro estado! Maravilha! A sorte é que, como conhecíamos bem ela, já havíamos colocado uma barraca na mala como plano B caso não tivesse espaço em algum quarto. Chegando na praia as 22h, fomos para o principal camping procurar um canto pra nos acomodar e pra nossa surpresa o camping estava lotado. Era réveillon e ainda estava rolando o FALLS FESTIVAL, um festival de música que iria rolar durante 3 dias no meio das montanhas perto de uma cachoeira que tem na cidade. Por sorte havia um casal muito simpático passando na nossa frente e viu que tínhamos um problemão na mão e ofereceu um cantinho no lado do trailer deles por alguns dias até a Bel chegar. Nos instalamos, e em alguns dias já estávamos bem conhecidos nas redondezas. Só tinha australiano no camping, portanto era fácil de ver que não éramos locais devido a bagunça e por falar português.

A primeira coisa a fazer no outro dia pela manhã foi comprar um saco de gelo, encher a bolsa térmica de cerveja e comida e nos mandarmos para um pequeno morrinho que tem do lado da praia. Em vários locais da cidade pode se encontrar espaço para fazer Churrasco, o que facilitou a vida dos dois sem-teto. Passávamos o dia vadiando pela praia e quando batia a fome era só dar um pulinho onde haviam as churrasqueiras e preparar o rango.

Café da manhã, almoço e janta era sempre nesse mesmo ritmo. Como vocês podem ver a vista que rolava durante as refeições era sempre ruim. Acabava de comer e ia lagartear na praia, e assim entramos a semana adentr. Marajá total.

Quando não era almoço na beira da praia, era café da manha na frente do lago que ficava há 10 metros do camping. Café da manhã dos campeões: Torrada, bacon e ceva.

Lorne é uma cidade onde moram em torno de 300 pessoas durante a baixa temporada, número que sobe pra 1000 na alta temporada. A prefeitura inclusive não libera permissão pra construir casas em nenhuma área nova. Cidadezinha bem pacata, mas com uma estrutura animal. E pra quem acha que só tem gente bonita por aqui ta muito enganado. Volta e meia tinham outros farofeiros fazendo mais feio que a gente, como o grupo de indianos que estavam tomando banho de roupa no mar. Praticamente o Piscinão de Ramos australiano!

Chegou a tarde do dia 31 e começou a desabar água como eu jamais tinha visto na Austrália. Depois de passar 5h dentro da barraca torcendo pra chuva dar uma trégua, saímos por volta das 10:30 da noite pra comprar bebida e comida pra janta. Pra nossa surpresa o supermercado já estava fechado e todos os restaurantes da praia também. Achamos um pulgueiro ainda aberto vendendo fish & chips, o que por falta de opção, serviu como janta. Na hora da virada, show de fogos e a galera toda na praia. Éramos os únicos com uma garrafa de espumante camuflada na bolsa pois aqui é proibido beber em locais públicos. Em seguida tentamos entrar na única festa que estava rolando na avenida principal, e pra nossa surpresa a festa acabaria há 1 hora. Sem nenhum outro lugar com música tocando ou comum bar vendendo cerveja nos fizemos de loucos e entramos em um restaurante já fechado que ficava num terraço de uma loja pois vimos que ali tinha um pessoal bebendo. Imploramos uma cerveja pra simpática Kae, dona do restaurante. No fim da história ficamos amigos da galera, e pra melhorar a história ela se ofereceu pra nos levar de carro até o topo do morro no dia seguinte para fazermos uma trilha que começa na famosa cachoeira Eskine Falls.

Levantamos cedo e fomos rumo a trilha que tomaria 3h e meia de caminhada da cachoeira ate o camping.

O curioso é que a Austrália é um país com clima seco, mas ao mesmo tempo eles têm muitas florestas tropicais. Com pouco tempo caminhando dentro desses parques a sensação é que se esta em outro lugar com clima completamente diferente. Varias arvores tombadas na trilha, cogumelos e limo pra todos os lados.


Volta e meia nos obrigávamos a dar uma parada pra descansar e tomar uma cervejinha pra dar uma recarregada na bateria pra seguir adiante a trilha.

Chegando na praia novamente o jeito foi seguir pro Fish & Chips mais próximo pra mandar bala numa comidinha saudável pra repor as energias.

No último dia fomos até o restaurante da Kae pra tomar a saidera e agradecer toda a parceria durante os 3 últimos dias por lá. De quebra, a anfitriã ganhou uma pulseirinha do Nosso Senhor do Bonfim.

Na volta, uma parada na cidade de Geelong pra pegar trem na estação central e retornar pra Melbourne.
Espero que o início de 2010 tenha sido bom pra toda galera daí, da mesma forma que foi bom pra gente por aqui. Um feliz Ano Novo pra todos :)