Esse aniversário de 27 anos está sendo um tanto quando diferente. Pela primeira completei mais um ano 15h antes do Ju. Ao contrário dos outros dias fomos conhecer um pouco do interior da ilha norte da Nova Zelândia. Acordamos cedinho e nos dirigimos para as cidades de Taupo e Rotorua. Essa primeira é famosa pelas paisagens naturais e a prática de esportes radicais. Rotorua é conhecida pelas águas termais e os geisers que estão por volta de toda a cidade, deixando aquele cheirinho agradável de enxofre por todo o passeio. Mas pra quem está dividindo o mesmo teto, carro e espaço físico com o Gabriel, isso não é um problema muito difícil de se habituar. O Gabriel e eu paramos pra jogar um pouco de golfe e tentar acertar um dos buracos da plataforma flutuante no meio do rio, mas obviamente não obtivemos sucesso. O prêmio era de $ 5.000,00... a primeira tacada não acertei nem a bola, e mais um pouco o voava o taco ao invés da bolinha.

Desistindo do golfe partimos para a plataforma de Bunge Jump. O Taupo Bungy foi a primeira plataforma criada nessa modalidade no mundo e é a mais alta da Nova Zelândia que se pode tocar a água durante o salto. Eu queria encarar, afinal de contas era dia de aniversário e seria uma boa oportunidade pra criar coragem e fazer a loucura. Dei uma olhada de cima da plataforma e nem pensei muito em saltar ou não, já fui até o escritório da empresa, que era ali mesmo, paguei, me pesei, assinei a papelada e fui pra fila na plataforma. Sem dúvida eu me perguntei mais de uma vez “Mas que merda eu tou fazendo aqui?!”, mas como eu já tinha desembolsado a grana, e se eu desistisse eles não iriam me reembolsar 1 centavo, não voltei atrás.

Quando tu já está com as pernas amarradas e chega na pontinha da plataforma, confesso que as cuecas quase pesaram um pouco alguns segundos antes de saltar.

Quem quiser assistir ao vídeo do salto basta clicar na imagem abaixo.

Foi irado! Tudo muito rápido. Quando eu vi já estava tomando um caldo no rio e dando mais umas sacudidas pendurado pela corda. Só ouvia o Gabriel e a Cris gritando lá de cima .

Seguindo viagem demos uma descida de carro até um ponto do rio que tem uma corredeira do Waikato com a água clarinha, clarinha.
Na volta pra casa a Cris fez uma panqueca esperta pra fazer a base pra cervejada que iria rolar noite adentro. Rolou até bolo de parabéns, só que não deu tempo de tirar foto pois a galera se avançou rápido demais na necessidade de botar uma glicose antes de irmos pro único bar aberto na região pra continuar a noite festiva!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Enchendo as cuecas na Nova Zelândia
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Video em Onema
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Onemana

Sem dúvida o melhor lugar que paramos até então na viagem. A chegada na praia com um estacionamento bem na frente da praia e com uma vista de deixar qualquer um abobado fomos para a esquerda na praia a procura de um lugar pra sentar e vagabundear um pouco. Não podia ser melhor: uma árvore bem antiga num morro em canto recolhido da praia com um balanço improvisado pra melhorar a festa.
Depois de um bom banho de mar o negócio foi dar uma descansada na sombra e dando uma relaxada no balanço. Obviamente que com o Gabriel por perto foi difícil já que ele encontrou mais um brinquedo pra atucanar quem já tava entretido. Mais uma caminhada na praia achamos umas pedras que formavam umas piscinas naturais com a maré baixa e por sorte encontro uma sereia formosa encalhada na beirinha do mar.
E pra finalizar o Gabriel resolveu dar uma mãozinha pra me empurrar no balanço. 
Whangamata

Chegando lá nos deparamos com mais uma praia com água azul porém fria de trincar os ovos do vivente. O Gabriel que não é de reclamar dessas frescuras achou melhor procurar outro lugar pra tomar banho por que ali tava meio complicado. Após darmos uma volta entre barquinhos dos moradores locais e depois de almoçar e dar uma lagarteada no sol na grama levantamos acampamento e nos dirigimos para a praia de Onemana, a qual já havíamos passado outro dia, mas sem o Gavin.
Whiritoa

Em mais um dia com um terrível céu azul e um sol de rachar o lombo seguimos nós 4 para a praia de Onemana com direito a algumas breves paradas em outras praiecas pra dar uma conferida na região. Na praia de Whiritoa paramos por pouco tempo só pra dar uma descansada antes de seguirmos para Whangamata.
Whaihi

Na volta paramos em uma pequena cidade que se desenvolveu ao redor de uma mina que funciona até hoje. O pequeno prédio antigo e abandonado que nos parecia uma capela de longe é nada menos que um moinho abandonado. Por esse moinho era puxada a água do solo para que a produção seguisse a mil na mina que pelo que deu pra notar funciona até hoje. O tamanho do buraco assusta de perto.
Whakatane

Aproveitando que a Cris está nos levando pra cima e pra baixo fomos conhecer a praia de Whakatane. Paramos num mirante pra dar uma olhada de cima na praia antes de paramos pra mais uma tarde chata e entediante.
Como vocês podem ver a Cris está nos ajudando com aulas de ioga na beira da praia. O Gabriel obviamente não perde a chance pra dar uma ajuda com suas técnicas apuradas no assunto.
Mount Manganui
Cheguei no aeroporto de Tauranga numa viagem de 40min. num teco-teco que cabiam umas 15 pessoas. Na sala de desembarque estava o Gabriel, Cris e o Gavin me esperando pra irmos pro Mount Manganui. Chegamos em casa e fomos direto pra praia dar uma caminhada até o Monte. O Gabriel morou aqui quase um ano e a Cris acabou ficando pra morar e desde então se passaram 4 anos. Como tenho bons guias estes me levaram pra dar uma subidinha até o topo do monte. Após algumas paradas pra um pit stop chegamos até o topo de onde é possível ver toda a praia do e da cidade de Tauranga. O Gabriel veio prevenido com a bandeira do tricolor pra demarcar a região. Da mesma forma fizemos no Backpacker onde ficamos 2 noites até nos acamparmos na casa da Cris.
Enquanto o Gabriel se recuperava da caminhada do dia anterior, babando na cama, levantei cedo e encarei mais uma escalada no monte. O mais incrível era a quantidade de gente que levanta cedo pra correr em volta do morro. Tinha vovô correndo sem ao menos suar e eu sofrendo pra agüentar o trotezinho lento que eu levava. Na descida dei um pulo numa praia que fica mais no pé do monte entre as pedras e passei pelo meio das ovelhas que por ali fazia o breackfast. Segundo o Gabriel e a Cris a Nova Zelândia tem 10 vezes mais ovelhas que gente.
Voltando no Backpacker pra buscar as mochilas e o Gabriel fomos dar uma volta na praia enquanto a Cris trabalhava. Como todo mundo pode ver a praia é feia uma barbaridade. Lugarzinho bem ruim pra se morar.




