sábado, 7 de março de 2009

Great Ocean Road (2)

Retornando de Sydney alugamos um carro e fomos para a Great Ocean Road, para uma trip de 2 dias e com tempo suficiente para ver cangurus e coalas (quem sabe né?) soltos no meio do mato. A vantagem é que esse carro que alugamos tinha CD e não precisamos ficar ouvindo as rádios locais como aconteceu na Nova Zelândia. Chimarrão e muito Mano Lima, Borguetinho e outros consagrados compositores gaudérios seguiam firme no som. Já que tinha um camarada do sul pra me acompanhar no mate, por que quando tem alguém de fora do estado junto reclamam que a água é muito quente ou que o chima ta muito amargo.

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Como tínhamos mais tempo conseguimos parar em vários pontos da estrada pra conhecer algumas praias. Normalmente desertas com algumas pessoas parando pra tirar umas fotos somente.

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Passamos a noite numa cidadezinha pequena próxima dos Doze Apóstolos pra poder acordar cedo e pegar o dia nascendo lá. 5h da matina levantamos e saímos em direção ao principal ponto turístico da Great Ocean Road. Muito melhor pois não tinha quase ninguém lá. Meia dúzia de japinha de pijama tirando fotos. Sério... de pijama. Vai entender.

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Descobrimos um ponto onde podíamos descer e ver bem de perto 2 das formações rochosas que fazem parte dos Doze Apóstolos. Por toda a costa na praia próxima desses Quenions têm placas avisando do perigo de desabamento a qualquer momento. Toda essa costa que possui essas formações sofrem constantes alterações com o contato da água batendo na sua base.

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Saindo da praia fomos atrás dos Parques Nacionais que são áreas de preservação de florestas e animais. Por todos lugares placas de cangurus e coalas. Mas era difícil de ver um, e quando víamos um coala na árvore, parávamos pra tirar umas fotos em seguida paravam mais 3 ou 4 carros pra fotografar. Canguru solto não conseguimos ver, até por que eles são mais ariscos e com a movimentação dos carros eles não se aproximam tão fácil.

Já os coalas estavam por toda parte de uma das estradas que cruzamos, mas pra quem acha que eles estão ali pertinho está muito enganado. Eles passam a maior parte do dia dormindo nas partes altas das árvores. 16h em média. Isso por que o resto do tempo eles passam comendo folhas de eucalipto ou então reproduzindo. Isso ai. Coala só come, fode e dorme. Vida ruim né? Andam normalmente em duplas e o mais engraçado é que com uma resina do eucalipto eles ficam doidões. Por isso são leeeeeeentos. Muitas vezes de tão chapados eles caem das árvores por estarem muito sonolentos. E quem quiser se aventurar em pegar um no colo pode tomar um belo arranhão das garras afiadas que eles têm e voltar pra casa com uma DST no sangue! Que amor né? E clicando nesse link desse vídeo vocês podem ver que lindo é o som que eles fazem. Parece um jegue! Um mimo!

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Passando em frente de um mini-zoo paramos pra ver se não íamos embora sem ver um canguru de perto sem uma vidraça gigante na frente. Na recepção uma tiazinha num humor comovente e uma cara de poucos amigos, nos falou que podíamos alimentar todos os bichos com um saquinho de ração que comprávamos na entrada. Fomos entrando e logo nos deparamos com um monte de jaulas meio que largadas com pássaros presos. Não era bem o que a gente queria ver, mas seguimos o toue. Todos os animais já tinham se acostumado a pedir comida quando viam gente. Meio bizarro. E nisso vem um grupo de 3 cangurus menores (Gray Kangaroo), pulando na nossa direção já procurando o saquinho de ração. Um deles achou que a câmera era comida e foi puxando da minha mão pela alça, e olha que os bichos são fortes! Quase deu briga! Havia uma outra área com os canguru maiores, e tinha uma fêmea com um filhotinho na bolsa! Muito louco e todos esfomeados. Era só eu e o Gabriel no Zoológico, mais ninguém. O lugar estava mesmo meio abandonado e os animais não pareciam muito contentes em estar ali, mas valeu pelo passeio só. Ah, tinha também um canguru boludo que ficou nos encarando! Figuraça! Eles inclusive vendem os testículos de canguru nas lojas de suvenir. Daí é demais né!? Será que da sorte?

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Retornamos pela costa até Melbourne e além dos meus vizinhos de quartos que não são muito chegados na faxina encontro um pombinho preso por 2 dias desesperado no meu quarto. Não preciso nem dizer que ele fez aquela sujeira por tudo! Bela recepção.

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Sydney

Enfim chegamos em Sydney. Já aviso de antemão que é uma cidade muito cara. De saída tomamos um belo tufo só com tíquetes de transporte público. Eles tem a cara de pau de cobrar AUS$ 16,00 só pra ti comprar um tíquete pra poder sair direto do aeroporto pra estação de trem. Mais AUS$ 36,00 pra comprar o tíquete pra andar nos transportes públicos da cidade, que na real era um tíquete limitado até alguns destinos.

A cidade é movimentada por moedinhas. Tudo tem lugar pra botar moedinha. Carrinho de supermercado, doações na igreja, internet, refrigerante, salgadinho... tudo gira com os raios das moedas.

Outra coisa muito interessante da cidade é que eles adoram uma sirene. Nas 3 noites que ficamos no Backpacker acordamos todas noites com no mínimo 2 caminhões de bombeiro nos nossos ouvidos. Eles só desciam, entravam no prédio em frente, davam uma verificada no que estava acontecendo e iam embora. Uma beleza pra quem estava tentando dormir após passar todos os dias batendo perna pela rua.

Sydney é uma cidade gigante. Maior que Melbourne e muito mais agitada. Muita gente pela rua. Muito turista pra  cima e pra baixo gastando suas moedinhas em todas as esquinas do centro. Obviamente a primeira coisa que fizemos foi conhecer a Opera House, cartão postal de Sydney.  

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A arquitetura toda da cidade é louca! Prédios modernos por todos os lados e dos mais variados formatos. Infelizmente não conseguimos achar muitas coisas pra se fazer sem ter que desembolsar muito dinheiro, portanto embarcamos nos tours que nos pareciam maisinteressante. Uma coisa que é um pouco chata é que não se tem muitas opções sem que tenha uma fila de tíquete pra comprar ou alguma coisa pra se gastar. Parece que se tu não está afim de gastar 24h, tu não é muito bem vindo na cidade.

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Fomos conhecer a Sky Tower, e a vista lá de cima é irada, mesmo com o dia nublado deu pra se impressionar com a cidade. Quando saímos fomos surpresos por uma moça muito bonita e sorridente nos alcançando uma pastinha com várias informações da Sky Tower, com um DVD e uma foto minha e do Gabriel que tiraram na entrada. Doce ilusão que era um presente... “AUS$ 35,00 please” falou a querida! Essa coisa de tentarem nos empurrar um presentinho ou alguma coisa a mais já estava começando a ficar sem graça.

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Saímos da Sky Tower e fomos para o Wild Life tentar ver um canguru e um coala ao vivo, que até então só havíamos visto em placas. Na entrada  já fomos abordados pela mesma estratégia pra achacar mais uns trocados na saída. Tiram mais uma vez uma fotinho toda sorridente na entrada. Enfim vimos outros bichos muito diferentes, como uma iguana que tem a cauda igual a cabeça pra despistar o predador  e a maior barata do mundo! Bem bonita! Essa se tu larga na sala de aula pra assustar as gurias é capaz de alguém montar e domar a bichinha!

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No Aquário de Sydney tivemos que nos cotovelar entre os milhares de japas que estavam pra cima e pra baixo vendo os aquários com tubarões, nemos, corais, jacarés, ornitorrincos e outros peixes esquisitos que se encontravam por lá. E na saída adivinha? Lojinha de Souvenir repleta de Nemos de todos os tamanhos e preços. Chaveiro, adesivo, livro, cinzeiro, bonequinho de borracha, pelúcia, gesso, sacolas e etc... pra quem tava vendendo o almoço pra comprar a janta não preciso dizer que saí com as mãos praticamente vazias!

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Com a chuva pra atrapalhar o nosso passeio a única praia que conhecemos foi a da Bondai. Mesmo debaixo de água fomos dar uma banda lá guiados por uma gaúcha que conhecemos em Sydney, a Dani. Na semana anterior houve um ataque de tubarões nessa praia. Correria total até por que isso não costuma acontecer muito nessas praias. Punk!

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Na última noite a chuva deu uma sossegada e fomos dar uma caminhada pra ver a Opera House durante a noite, onde abrem diversos bares e restaurantes com som ao vivo, excelente pra tomar uma ceva bem gelada e dar uma descansada.

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segunda-feira, 2 de março de 2009

NZ já era...

Após uma semana acampados na casa da Cris e do Gavin alugamos um carro pra dar umas bandas pela Kiwi Land. Tentamos planejar uma viagem completa até a ilha sul, mas devido aos horários dos vôos que não fechavam, preços de aluguel de carro, acomodação e entretenimento (cerveja, diga-se de passagem) achamos melhor ficar e aproveitar somente a ilha norte ao invés de fazer ambas na correria.

Dirigindo em direção ao Sul, após algumas horas de estrada já havíamos passado pelos lugares que havíamos visitado e a cada volta que fazíamos pelas montanhas na costa nos deparávamos com praias como as que estão aí abaixo.

O bom da viagem é que as estradas são muito bem sinalizadas, asfalto em bom estado e como íamos costeando o litoral, a vista é sempre essa aí: verde dum lado e o mar azul do outro. Alguns dias dirigi 8h e não senti nenhum cansaço.

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Como o Gabriel não tinha carteira internacional de habilitação a locadora não cobriria o seguro caso acontecesse alguma coisa com o carro, o que na verdade foi até melhor: o Gabriel ficou de navegador, encarregado de cuidar do mapa, que algumas vezes, mesmo com ele me indicando onde virar pra seguir no caminho certo, eu errava a rota. Após o dia inteiro dirigindo resolvemos abastecer o carro pra chegar em tempo até alguma cidade pra passarmos a noite, mas como os desavisados não sabiam que tudo aqui fecha ali pelas 5h da tarde, quando o tanque chegou no último quarto de gasolina, paramos em um vilarejinho com 3 figurinhas das mais bizarras possíveis encostada num carro caindo aos pedaços e fumando um cigarrinho do capeta do tamanho duma vela e queriam nos vender gasolina. Após tentar entender o que eles falavam com apenas alguns dentes na boca resolvemos seguir a viagem e torcer para que o nosso possante agüentasse até a cidade mais próxima.

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Descendo todas as lombas sem acelerar pra não gastar combustível, conseguimos chegar em Tokomaru Bay, uma pequena praia com um vilarejo praticamente abandonado. Por sorte achamos um camping com uma bomba de gasolina bem na frente. Era ali mesmo que iríamos parar pra dormir e botar uma gasol no carro. Lógico que ninguém pode nos ajudar a abastecer pois o relógio já batia perto das 8h da noite e ninguém mais trabalha nesse horário. A única movimentação na cidade era uma turma de locais jogando rugby num campo perto da praia.

O Camping mais parecia uma geriatria. Só pessoal da terceira idade vendo TV. Galera simpática e gente boa. Ah, óbvio que também  tinham umas ovelhas em volta da casa.

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Levantamos cedo e seguimos viagem. 30min pra conseguir abastecer, pois a fila do posto era grande. Aproveitando o pit stop o Gabriel me aparece com umas tortinhas de carne moída que ele comprou na lojinha junto do posto. Difícil foi identificar de qual animal era aquela carne...

Indo em direção à Gisborne paramos no Te Mata Peake, famosa montanha com uma vista animal! Pela altura e pelos bons ventos o pessoal sobe muito até o topo para saltar de Paraglider. Outros loucos também sobem até o topo correndo pelas trilhas. Só de olhar aquela gente subindo bufando até lá em cima já deixa o cara cansado. Inacreditável. 400m de subidinha num ritmo de deixar qualquer um quebrado, e pela meia hora que ficamos lá em cima não parava de aparecer gente de todos os lados correndo pelas trilhas.

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A próxima parada foi em Whangara, praia onde foi filmado o filme “A Domadora de Baleias”. Chegamos de carro e estacionamos na frente de uma casa com algumas esculturas e vários Maoris estavam ali tocando violão e cantando. Eu e o Gabriel damos uma caminhada pela beira da praia e na volta queríamos tirar umas fotos da tal casa, mas logo um dos locais pediu para pararmos com as fotos pois era um local sagrado e um retiro privado da comunidade que ali morava. Perguntamos sobre o filme, mas ele pouco comentou sobre, só nos apontando umas baleias de fibra jogadas num canto que foram usadas na filmagem. Na verdade não poderíamos nem ter entrado com o carro lá, mas como as placas de propriedade privada não estavam muito visíveis acabamos passando batido.

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O destino seguinte era o mais do que calmo vilarejo de Waipawa, onde o Gabriel morou por alguns meses na sua estadia aqui na Nova Zelândia. A Cidade que há 4 anos atrás tinha somente meia dúzia de casas e algumas lojinhas cresceu bastante e o rio que passava pelo meio do vilarejo praticamente está com o nível muito baixo. A questão da seca por aqui assusta. Passamos por diversas pontes e o que vimos era praticamente terra e pedra. Pouquíssima água.

Fora isso o camping que o Gabriel morou ainda estava lá. E foi ali mesmo que paramos pra dormir. O único problema foi que não havia nenhuma barraca pra alugar, muito menos uma cabana barata, portanto o jeito foi dormir no carro. Uma piscina, uma cama elástica e um cachorro louco pela sua bola de rugby era o único entretenimento local. Foi bom pra descansar e não fazer nada durante horas.

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Saindo de Waipawa o Gabriel retornou pro Mount Manganui com a Cris e eu voltei para Rotorua (a cidade que cheira a ovo podre) pra encontrar 2 amigas holandesas que conheci em Melbourne, Simone e Josje, que também estavam de passagem pela nova Zelândia.

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Como eu já tinha passado por lá tentamos fazer um programa diferente e achamos um lago com poucas pessoas e passamos o dia por lá. É engraçado pois como a nova Zelândia não é muito povoada, é fácil de achar alguns lugares praticamente desertos e com uma paisagem louca.

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Voltando Mount e pra fechar com chave de ouro a visita, o Gabriel, a Cris e eu demos uma volta de Helicóptero, que como podem ver, a vista de cima do monte é irada.

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Nos despedimos da Cris e do Gavin e vamos em direção à Austrália, onde ainda vamos ver Sydney e Tasmânia! Aguardem.