sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Fraca e o Cururu Tour

Depois de um tempo sem escrever nada no blog devido a falta de novos acontecimentos dedico esse post a minha amiga Carol que veio passar uma semana em Melbourne após uma passagem pela Tailândia e também por Sydney.

Sabendo que ela ficaria só uma semana em Melbourne e por não ter nada programado pra quando ela chegasse aqui resolvi montar um roteiro turístico surpresa pra que ela pudesse aproveitar da melhor maneira esses 7 dias aqui comigo.

Com o seu vôo chegando na sexta feira perto da meia noite acabamos não fazendo nada de muito interessante pois o destino do primeiro ponto a ser visitado pelo Cururu Tour requisitava que acordássemos as 8h do sabadão. Acordando cedo no outro dia pegamos a estrada e fomos ver os 12 Apóstolos na Great Ocean Road. Passamos no mercado pra comprar umas porcarias pra comer na estrada e seguimos em direção às praias que costeiam o litoral ao sul de Melbourne. A Fraca (apelido carinhoso da Carol) estava ansiosa mesmo era pra ver Cangurus e Coalas, e para isso iríamos dar umas bandas por uns parques nacionais no caminho pra tentar encontrar alguns no decorrer da viagem. Infelizmente o único canguru que vimos foi um que havia sido atropelado na beira da estrada. Isso mesmo, aqui canguru anda na beira da estrada da mesma maneira que os cachorros vira-lata andam na BR-101 indo pra SC. Já os coalas deram as caras em uma estradinha que cortamos para tentar tirar umas fotos deles. Por sorte encontramos um em uma árvore bem baixinha, que deu até pra subir e tirar fotos a menos de um metro dele. Cada coala que a Fraca via ela dava uma suspirada e dizia “OOOOOHHHHHHH, quero levar um pra casa”.

Após algumas paradas no meio do caminho para lanches e xixis, os quais eram requisitados a cada 1 hora pela Fraca, chegamos nos Doze Apóstolos. Após semanas de chuva e tempo ruim a fraca trouxe o sol com ela pra salvar a trip. Pegamos um dia ótimo pra praia, apesar do vento absurdamente forte deu pra aproveitar bastante a viagem.

Fotos

Há algum tempo eu já estava pensando em organizar um churrasco na casa de família que eu havia ficado no primeiro mês de Austrália, e como a Di-anne, dona da casa já havia me cobrado esse churrasco achei que seria uma hora apropriada pra isso. Domingo levantamos cedo e fomos no mercado comprar carne e obviamente bastante cerveja pra galera que estava pra chegar após o meio dia pra churrascada. Uma peça inteira de Picanha, 2 costelas inteiras e mais carne que o pessoal trouxe foi pra brasa pra manter a tigrada bem alimentada durante o churras que começou ao meio dia e foi até a meia noite. Com carne no espeto, cerveja gelada e música brasileira o tempo todo, a festa entrou noite adentro com direito a fogueira pra manter o pessoal no clima. Rolou até salada de maionese, que não durou nem 5 minutos na mesa depois que os brasileiros descobriram que estava a disposição pra acompanhar o churrasco.

Fotos

Na segunda feira eu precisaria estar na aula ali pelas 9h da manhã, coisa que logicamente não aconteceu devido ao estadinho que eu estava quando tentei levantar as 7:30 da manhã. Meio gripado, dor de cabeça, ressaca e todo errado da festa dei um pulo na escola ali pelas 11h pra falar com o professor dizendo que não estava em condições de assistir a aula. Segundo ele eu só poderia faltar aula e entregar os trabalhos depois com um atestado médico, foi então que levei a Fraca pra conhecer o centro médico de um shopping perto do curso. Depois de tossir que nem um louco quando fui atendido, e também pela minha cara de acabado consegui um atestado para os dois dias inteiros de aula que eu deveria assistir segunda e terça! Maravilha! Com o dia de folga e atestado médico na mão lotamos a bolsinha térmica com cerveja e fomos passar a tarde no jardim botânico. Como não se pode beber em locais públicos levamos umas canequinhas de café pra não escancarar demais.

Fotos

 Após uma meia dúzia de cevas a Fraca começou a implorar por um banheiro, foi quando levantamos acampamento e nos mandamos pra praia pra tomar mais uma cervejinha e ficar por lá até o final do dia.

Fotos

A partir de quarta feira até o final da semana trabalhei durante o dia enquanto a Fraca dava suas bandas pela cidade, conhecendo museus, restaurantes, cafés e conhecendo um pouco da vida boa que os turistas e desocupados de Melbourne têm pra aproveitar.

Fotos

Depois do horário de trampo eu era o responsável por levar a minha visita para os bares e inferninhos mais bem freqüentados da região. Como da pra ver nas fotos a Fraca se divertiu bastante e fez alguns amigos por todos os estabelecimentos em que passou.

Fotos

Semaninha curta porém bem produtiva. Só quero saber quem é o próximo a dar um pulo por aqui?

Abraço

sábado, 29 de agosto de 2009

Port Douglas

Depois de passar 3 dias procurando Crocodilos no meio do lodo fomos transferidos para a pequena praia de Port Douglas que fica há uma hora de Cairns. Diferente da primeira parada a surpresa foi muito melhor do que lama e piscina na praça central, já que nos colocaram em uma casa com quase o dobro do tamanho do apê anterior e sim, agora com praia de verdade.  Uma rápida caminhadinha de 5min nos levava até a tão esperada praia que lembra bastante as praias de Santa Catarina. Morros dos dois lados, coqueiros e água limpa pro banho. Já na chegada na areia nos enturmamos com uma galera que estava por ali, segundo eles bebendo há 3 dias, e pelo estadinho de todo mundo eu acho que era verdade. Todos eles com seus isopores com gelo e forrados de birita, alguns salgadinhos pra enganar o estômago e os seus cachorros, tão loucos quanto os donos. Era difícil de acompanhar o ritmo da turminha que pulava, gritava, dançava e não parava de nos empurrar trago.  A mais animada era a Simi com seus óculos escuros retro  e sua poodle branca que comia todo o pacote de batata frita pois não via ração desde que a maratona alcoólica tinha começado.

Fotos

Port Douglas é bem diferente das outras cidades que passei por aqui. É a primeira a não ter parquímetro, Mcdonalds e Boates, portanto uma praia calma e tranquila onde se encontram vovôs e vovós que vem pra ca gastar seus dólares nas atrações turísticas da região.

Fotos

Entre as atrações disponíveis em Port Douglas, a moça da recepção do condomínio nos indicou o "Café da Manhã com os Pássaros", onde rolaria um buffet durante o breakfast e a gente irria ver diversos tipos de animais locais por todos os lados. Varados de fome fomos os primeiros a chegar antes da excursão das famílias, vovôs e japas (sempre muito be, munidos com suas câmeras) que em poucos minutos lotaram o mini-zoo.

Com aquele rico banquete nos esperando já me encaminhei pra filar umas guloseimas que eu não via há tempo, como umas cucas (nem não chegam nem perto daquelas de Nova Petrópolis, é claro), pão caseiro e muita fruta a disposição. Bacon, ovo frito, pão tostado e suco como manda o tradicional café da manhã australiano também foi incluido no cardápio, é óbvio!

Fotos

Não preciso nem falar que o olho é sempre maior que a barriga, e enquanto o pessoal da terceira idade se divertia bem comportado com as bolachinhas de água e sal, acompanhado de chá com leite, eu já enfileirava o terceiro pratinho bem reforçado pra me manter nutrido e bem disposto pra caminhada que viria na sequência. E claro, também pra alimentar o bando de periquitos que faziam fila basicamente na nossa mesa, acho que pela maior quantidade de comida do que nas outras.

Fotos

Com uma certa dificuldade de caminhar e respirar depois do café nos dirigimos para a área dos crocodilos, que na chegada já me olhavam rindo... acho que tinham esperança de filar uma carne sul americana já bem recheada naquela altura do campeonato. Cangurus de várias espécies e tamanhos, coalas e vários patos engraçados lagarteando no sol e sempre em volta tentando comer a rebarba da ração que todo mundo comprava pra alimentar os cangurus.

Fotos

E finalmente a parte mais esperada da viagem, o mergulho na barreira de corais. 7:30 da matina fomos pegos pela van de umas das dezenas de empresas que tem permissão pra levar turistas até os pontos de mergulhos nos corais. O nosso barco não era dos maiores e mesmo assim levava mais ou menos 70 pessoas, mais a tripulação de uns 10 funcionários para o passeio. Mergulho com tubo de oxigênio ou então somente snrokeling, para os menos abonados, eram as modalidades disponíveis para quem embarcava. Novamente Buffet de café da manhã liberado, mas dessa vez só um bolinho com café pra não dar aquela “congestã” durante o mergulho. Sem pagação de mico na frente de todo mundo em alto mar, por favor né...

O passeio dura o dia todo com paradas em 3 pontos diferentes da costa, sempre junto das barreiras de corais. Compramos uma câmera descartável, pois já sabíamos que teríamos que marchar com AUS $35,00 pra comprar 3 fotos do fotógrafo da equipe. Com o barco parado a galera começa a pular na água e daí é cada um por si. Liberdade pra sair nadando e mergulhando pra qualquer lado.

Difícil de explicar como é nadar no meio daquele monte de corais, peixes , arraias e também tubarões. Sim, tubarões. No começo eu até tinha me esquecido do risco de ver um, mas quando estávamos no terceiro mergulho vimos um tubarão de mais ou menos uns 3 metros no meio de uns corais. A sensação é engraçada por que tu nunca viu um bicho daqueles a não ser na televisão e como eu não tinha uma daquelas grades de ferro pra me proteger já comecei a
pensar no que fazer caso ele resolvesse vir dar uma conferida no almoço dele. A real é que não tem muita saída... tu não pode gritar por que ta todo mundo mergulhando, e longe de ti, e ninguém vai te ouvir também. Não tinha como correr e ele se movia com uma velocidade absurda. Por sorte ele foi pra outro lado, mas em seguida quando eu já estava mais aliviado olho pra direita e ele tava ali novamente, há uns 10 metros de distância nadando no mesmo ritmo que eu. Aquela alegria.

Eu acelerava o ritmo e ele parecia que só acompanhava me cuidando de canto de olho. Nessas alturas achei que ia virar petisco, mas foi só mais um belo cagaço... logo ele já seguiu caminho pro lado oposto.

Fotos

Além do tubarão, cardumes enormes com peixes pequenos, médios e grandes das mais diversas cores e formas. A profundidade variava desde uns 30m onde o barco ancorava até chegar um ponto onde se nadava há 1m acima dos corais podendo até tocar se quisesse, mas todos são avisados pra não fazer isso e cuidar com os pés-de-pato enquanto nadam pois podem danificar os corais se bater neles.

Na volta todo mundo meio cansado de tanto nadar, sentados no barco o capitão fez uma parada pois haviam visto uma baleia, e pelo que eles falavam era uma baleia branca, a maaaaaais rada do mundo. Sinceramente eu já vi peixe maior pulando nos açudes ali de tapes quando eu ia pescar com o meu pai. Fizeram um alarde louco pra uma baleinha que só deu um ou dois espirros na superfície... e nem sei se era tão rara assim. Todo mundo sacava câmera e ficava procurando ela. Eles falavam que esperaram a vida toda pra ver aquela baleia. Aham. Devem falar isso pra todo mundo que mergulha com eles, e no final ainda pediram pra indicar o barco deles pros amigos pois eles sabem onde as baleias estão. Ah ta né?! Não pra cima de mim né meu guri?

Fotos

A saidera da viagem foi conferir a famosa “Corrida de Sapos” que iria rolar no centro de Port Douglas, no Iron Bar. Subimos no segundo andar e lá estava um típico Australiano anunciando os nomes dos sapos para o grid de largada e também sortear pelo número do ingresso os “jóqueis”que iriam orientar os sapos durante a corrida. As regras são simples: com uma língua-de-sogra tu poderia empurrar o sapo pra fora da mesa, e depois quem botasse ele de volta no balde era o vencedor. 3 baterias de corrida com direito a uma delas tendo premiação de um passeio nos corais, mas pra concorrer era preciso comprar a sua participação no leilão de sapo! Teve uma pateta, que de empolgada com história, pagou AUS$ 70,00 no seu sapo. PODE? Eu já tive sorte e fui sorteado pra participar! Sim! Fui jóquei de sapo na Austrália! O nome do meu sapo era “FAT BASTARD” e como todos os outros ganhou beijinho do seu jóquei antes da corrida, pra dar sorte é claro. Na largada da corrida o sapo, que era criado a Toddy,  já saiu pulando e eu atrás soprando a língua-de-sogra! No que ele caiu no chão e eu juntei o querido me deu uma beeeeela mijada nas mãos. Por uma fração de segundos não consegui colocar ele primeiro no balde, o que me rendeu o segundo lugar na corrida!

Fotos

Pra quem quer ver um a minha performance na corrida, o passeio de barco, Simi e seu poodle doidão, cangurus, coalas, jacarés, periquitos e a praia de Port Douglas é só conferir o compacto no vídeo abaixo!



Aquele abraço!



Fotos

domingo, 16 de agosto de 2009

Peão com Cultura

Dae! Há mais de um mês e pouco sem atualizar a galera com notícias aqui de Melbourbe consegui sentar com calma pra escrever rapidamente pra vocês o que anda rolando. Estive meio sem tempo pois além de estar estudando um pouco mais, devido os novos professores do meu curso serem um pouco mais malas também resolvi ampliar meu curriculum e atuar em uma nova área de negócio aqui na Austrália, construção civil. Isso mesmo, pedreiro!

Um amigo meu perguntou se eu estava afim de encarar essa e achei que ia ser interessante fazer uma grana extra e ver como é trabalhar no setor. O brabo é acordar às 6h da matina e encarar um frio sempre com muito vento enquanto espero a carona me pegar pra nos deslocarmos pras obras em andamento. Como não tenho nenhuma experiência virei o faz tudo da obra. Na primeira semana foi um espetáculo, peguei logo uma casinha que estão reformando e carreguei de 3 a 5 mil tijolos por dia. Uma maravilha. Sem falar nos buracos de 90cm de profundidade que tive que cavar na segunda semana. Não preciso dizer que o peão aqui tava todo esgualepado no fim desses primeiros 15 dias de lenha. Bolhas nas mãos, minhas costas chegavam a se rir quando eu chegava em casa, tomava um banho e me deitava na cama.

Fotos


Esse trabalho que, pra gente ai no Brasil é sinônimo de sub-emprego aqui é levado a sério, bem pago (pra quem é profissional é claro) e é feito sempre com muita segurança pois a legislação é rigorosa. Colete com cores neon, luva, bota, óculos é sempre indispensável pra quem trabalha em grandes construtoras. É comum ver uma galera mais nova entre 20 e 30 anos nas estações de trem vestidas com esses acessórios indo trabalhar todos os dias. Eu por exemplo trabalho com 2 alemães, um de 25 e outro de 29 anos que estão no ramo há mais ou menos 6 anos. Um deles estudou todo esse tempo para se tornar carpinteiro e veio da Alemanha pra cá, pois aqui é uma profissão mais bem paga que lá.

Fotos

Fora isso as coisas vão muito bem por aqui. Com o inverno a cidade muda um pouco de cara e os cafés e as praças se entopem com gente procurando um lugar com sol pra se esquentar. Esse ano a prefeitura trouxe vários eventos pra Melbourne, entre os principais estão a exposição do Salvador Dali e de Pompeii. Além desses dois principais eventos está rolando uma exposição do Star Wars com mais de 80 bonecos em tamanho real, carros e cenários dos filmes pra quem é fanático pela série. A Exposição do Salvador Dali tem um dia da semana que se estende até a noite com tour especial pelo museu falando sobre a vida e as obras do artista espanhol. Já a exposição de Pompeii, que roda o mundo todo, está em um museu bem grande,  e aqui para Melbourne foram trazidas diversas peças e objetos da cidade italiana que foi destruída por um vulcão em 79 a.c.

Fotos

Outra boa notícia é que além de atuar como pedreiro e garçom consegui o meu primeiro cliente como free lancer em terras australianas. Conheci um gerente de um restaurante que tem uma empresa que organiza jantares e festas pra uma turma da alta, o qual estava precisando de material pra organizar a sua empresa. Prontamente me ofereci, e o cara, gostando do meu trabalho me deu a chance de desenvolver tudo pra ele. Maravilha!

E já que tá muito frio em Melbourne, tirei 10 dias pra conhecer o estado de Queensland, nordeste australiano... segue no post na sequência o que anda rolando em CAIRNS, cidade famosa pelas maiores barreiras de corais do mundo que fica por aquelas bandas.

Abraço

Cairns

Fugindo do Frio e indo atrás de um pouco de sol tirei 10 dias pra conhecer a cidade de CAIRNS, famosa pelas belas praias com temperaturas altas o ano todo, boas festas e também pelos passeios de barcos até as barreiras de corais que segundo afirmam, pode ser vista até da lua! Comigo veio uma amiga que conheci aqui em Melbourne, a Cecília, uma francesa que tava afim de subir até o norte pra conhecer aquelas banda antes de voltar pra França no final de Agosto.

Fotos

Poucos minutos antes do avião começar a se preparar pra aterrisar no aeroporto ele manobra por cima de uma parte dos tais corais, o que acaba deixando a galera com água na boca pra chegar logo e se mandar pra praia e ver aquela beleza toda, tomar uma birita e curtir os 30 graus que faz por aqui, enquanto em Melbourne continua nos seus 14 graus. Chegamos no apartamento há 2 quadras da praia como foi prometido na agência de viagens, piscina, churrasqueira e tudo mais pra passar uma semaninha e pouco como um belo marajá... o grande problema é que quando fomos até a beira da suposta praia de Cairns nos deparamos com as imagens que seguem no vídeo.

Isso ai meus amigos,mar recuado uns 200 metros, banhado, crocodilos e outras bizarrices que ainda estavam por vir. Fazendo uma pesquisa pelo site da cidade antes de decidir vir, o que se via eram as belas fotos aéreas com água azul e cristalina pra atrair os turistas pouco informados como nós. Nas páginas sobre mergulhos com tubarão, passeios nos corais com milhares de fotos de tartarugas, cardumes de peixes dos mais diversos tamanhos e sempre o campeão de aparições, o Nemo, que está sempre em todos os sites, panfletos, cartazes e flyers pra chamar os turistas para mergulhar. A única coisa parecida que vi no meio da lama foi o “Conemo”, atolado ali na orla de Cairns.

Fotos

Outra atração interessante é essa árvore gigante no centro da cidade forrada de morcegos. Aham, uma grande turma deles passa o dia ali berrando, voando de galho em galho e cagando. Ao redor dessa quadra existem várias árvores gigantes sempre lotada de morcegos que se divertem pendurados e sujando os carros estacionados por ali. Quem acha que aquelas pombas que vivem na Praça da Matriz ali no centro de Porto é problema, aqui os morcegos com as suas calibradas evacuadas muitas vezes deixam as pinturas dos carros danificadas tendo que serem refeitas por causa das manchas que os bichos deixam.

Fotos

O jeito foi sentar na praça com a piscina pra enganar otário e ligar pra agente de viagem e pedir uma solução. Música alta rolando, backpackers europeus pra todos os lados e acabamos encontrando uma dupla de hermanos argentinos, que pela cara, pelo shortinho lilás e pelo jeito que conversavam gritando no meio de todo mundo não foi difícil de identificar.

Fotos

De cara com a lama, morcegos e hermanos fomos pro resort pra tomar uns tragos e aguardar pela ligação da agência de viagens que estavam nos transferindo pra uma casa num resort em Port Douglas, 1 hora afastado de Cairns e com a tão esperada e prometida praia que nos haviat; sido vendida.

Espero ter melhores notícias pra dar no próximo post. Falou

Fotos

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Futebol na terra do Canguru perneta....

Há quase um ano sem ver um jogo de futebol ao vivo aproveitei e comprei ingresso pra ir assistir um jogo que, perto do que se tem por aqui, seria um jogo de qualidade por se tratar de uma partida oficial internacional. Austrália X Japão pelo último jogo das eliminatórias da copa de 2010 aqui mesmo em Melbourne.

Já fui preparado pra ver um jogo diferente do que estamos acostumados a assistir ai no Brasil, mas não foi só o jogo que destoa totalmente do que temos por aí. Primeiramente estacionamos o carro em uma ruazinha escura há uns 15min. Caminhando do estádio e a primeira surpresa, não tinha um flanelinha. Depois há poucas quadras do estágio ninguém atravessava a rua fora da faixa de pedestres e todos esperavam bem pacientes para atravessar quando o sinal fechasse para os carros.

O estádio de longe impressiona com os refletores ligados a mil. O MCG ARENA foi construído primeiramente para os jogos de críquete (um jogo de taco pra adulto, chatíssimo), depois para os jogos de Footy (o football com regras australianas, tão chato quanto o críquete) e agora recebendo jogos grandes como esse. A Austrália está se candidatando para a copa de 2020, portanto, os caras estão começando a investir em futebol criando novos times e dando uma engordada na liga australiana de futebol. Em todos os times que eles têm em atividade sempre tem um ou dois brasileiros que são os melhores do grupo.

Nas redondezas do estádio não senti o cheirinho do clássico churrasquinho de gato e do cachorro-quente a “doi reau” como sempre tem ali nas voltas do Olímpico. Cambista então, aqui morre de fome. Ingresso é comprado só pela internet e com quantidade limitada.

Do lado de fora nem sinal das torcidas organizadas, bumbo, surdo e cornetas então nem pensar... Todo mundo se enfileirando civilizadamente como se estivessem indo assistir uma peça de teatro.

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Entrando no MCG pela catraca eletrônica com direito a leitor infravermelho pro ingresso, e neste tinha impresso o andar, corredor e o número da cadeira que estava reservada pra mim e pro Kiriakus, meu camarada grego que é tarado por futebol e fez a parceria de vir comigo no jogo. Escadas rolantes para todos os lados dando um ar de Shopping Center limpinho e bem iluminado sem ninguém mijando nos corredores ou cuspindo pros lados.

Pelo menos a cerveja é liberada pra consumo, podendo ser comprada a cerveja de lata ou em Chope. E se o neguinho furou a fila a moça bem vestida da uma mijada no australiano marmanjão que achou que ia comprar antes dos outros: “O senhor deve esperar como todos os outros que estão na fila. São 4 cervejas por pessoa, por favor espere a sua vez”.

Fotos

Eu já estava de saco cheio de tanta formalidade e queria ver o jogo logo. Peguei a cerveja e fui procurar o meu lugar na arquibancada e pra minha surpresa tinham 2 velhinhos com um colete verde limão perguntando qual era o teu acento e te indicavam calmamente onde era o corredor pra que tu tinha que caminhar. Certamente era um trabalho voluntário pois o tiozinho demorou uns 10 segundos pra conseguir ler qual era o número que estava no ingresso.

Faltando uns 20min. pra começar o jogo os dois times estavam em campo aquecendo. Na real aquilo parecia mesmo treino de escolinha de futebol com cada jogador com uma bola nos pés fazendo o que bem queriam, ou dando bico na cara do goleiro só por brincadeira... depois de correrem bastante todos saem de campo pra que depois disso entrassem novamente enfileirados para que fosse tocado o hino australiano somente....

A torcida organizada australiana atrás da goleira chegava a dar pena. Meia dúzia de neguinho gritando e um animador com microfone que as vezes esquecia que estavam sendo ouvido por todo mundo e parava de cantar do nada. Mas eles tinham uma bandeira que cobriam toda a enorme torcida! Todo estádio parou pra tirar foto da bandeira! GENIAL! Sem falar de quando tentaram ascender um sinalizador e deixaram ele cair no meio das cadeiras e fez uma fumaceira do cão... uma vergonha.

Fotos

Não tenho muito o que falar do jogo em sí. Três gols de bola parada, um deles bonito, os outros 2 uma xiripa das brabas. Os jogos preliminares do gauchão são mais emocionantes e mais disputados do que esse que eu tive o prazer de assistir. O silêncio da torcida que quase lotou o MCG dava a impressão de que se estava vendo o jogo das gurias no ginásio da escola na 6 série... Sem falar da turma que tava atrás de mim com uma guria demente que nunca tinha visto um jogo de futebol perguntando por que quando a bola saia pela lateral era cobrado com as mãos e quando saia pela linha de fundo era cobrado com os pés. E por que as vezes o goleiro cobrava dentro da área o tiro de meta e por que as vezes o adversário cobrava o escanteio? O melhor eram as explicações longas e complicadas... piorou quando o mais entendido no assunto tentou explicar a regra do impedimento... daí eu levantei e fui buscar outra cerveja pro Kiriakus que só falava FUCK e SHIT pras jogadas que os australianos tentavam fazer pra cima dos japas.

Fotos

No fim das contas a Austrália faturou os Japas por 2x1 e ambos estão classificados pra 2010 na África do Sul. Saudade dos radinhos ligados na AM durante o jogo, a torcida gritando "Filho da Puuuuuut..." e a galera se abraçando e cantando na hora do gol. Ah, fiquei sabendo que tem um gordo mandando ver nos colorados por ai e o tricolor devagar e sempre indo pras cabeças da libertadores enquanto o Dunga deixa os nossos melhores jogadores esquentando o banco da seleção....

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Davi e Patroa em Melbourne

No comecinho desse mês tive o prazer de receber o Davi acompanhado da sua esposa para uma curtíssima passagem aqui por Melbourne durante as suas férias na Austrália.  Infelizmente ficaram menos de uma semana por aqui, mas conseguimos aproveitar um dia pela cidade, curtindo a chegada do frio indo tomar um café em um dos becos mais legais da cidade, visitar o Eureka Bulding, prédio com vista panorâmica pra cidade, e dar uma volta rápida na praia de St. Kilda.

A dupla veio jantar 2 noites no restaurante onde eu trabalho, e de quebra me trouxeram uma camiseta nova do tricolor de presente! Como o Davi é colorado, acho que é melhor levar o manto sagrado pra algum aborígene tirar a urucubaca...

Quem quiser acompanhar a trip desse meu camarada de longa data é só acessar o blog dele: http://therewegodownunder.wordpress.com/

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A vida não é um moranguinho....

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Quem tem acompanhado o blog deve ter visto os melhores momentos desses primeiros meses em Melbourne. Pelos comentários que recebo de alguns camaradas todo mundo acha que tenho uma vida de patrão por aqui: altas festas, viagens e vá farra. Acho que ta na hora de mostrar  que também tenho passado por alguns momentos um tanto quanto complicados pra tocar a vida numa boa por aqui.

Em primeiro lugar, aquela idéia de que o cara ta indo “pro estrangeiro”,  ganhar em dólar e vai forrar o bolso é um tanto quanto relativa. Chegar num lugar onde não só a língua é diferente, as pessoas e também como muita gente louca se comporta numa realidade dessas acaba dificultando um pouco a adaptação.

Saindo da casa de família que fiquei no primeiro mês fui procurar um apê pra dividir e cai num flat com 4 asiáticas. No começo tudo era festa. Até tentei me enturmar, mas como todo mundo passava o tempo todo enfiado no quarto, foi meio difícil me entrosar com vietnamitas, indonésias e de brinde uma delas tinha um namorado de Honk Kong.  3 meses depois saem as 2 vietnamitas e me entra um casal novo: ela de honk Kong e ele Australiano. Achei legal ter um nativo pra poder aprender mais rápido inglês e quem sabe tomar uma cerveja de vez em quanto com alguém de Casa. Que nada. O campeão trabalha no turno da noite e nunca vejo ele em casa. Além do mais ele não abre a boca, e quando abre fala pra dentro e tem um tic nervoso incrível com os olhos que só de olhar da vontade de dar um tapa na nuca pra ver se para. A mulher dele é a simpatia em pessoa. Pra arrancar um oi da querida é uma briga. Sempre com uma cara de vaca atolada, ela adora cozinhar durante a madrugada. Um dia dormi no sofá e acordei com um cheirinho e barulho de ovo frito vindo de trás do balcão da cozinha, foi quando virei e lá estava ela assaltando a geladeira fazendo um ovinho na madruga. E ainda tem a cara de pau de falar que os bolinhos que ofereço pra ela, na intenção de um contato amistoso, é muito calórico. Te larguei né?!

 O outro casal é um pouco diferente. O guri até conversa comigo e é gente boa, mas parece que o cara sempre ta com medo de falar alguma coisa. Os caras são educados demais as vezes. O que por um lado é bom, mas quando é demais também irrita. Formalidades ao extremo. Nunca vi ele pegar na mão da namorada, que mora junto. Sexo então é algo que não acontece naquele quartinho atrolhado de porcaria. Além dos 2 ou 3 notebooks que ele tem lá, junto de um monitor de LCD de respeito pra assistir filmes.Os dois se tratam como irmãos. Ela é meio desligada de tudo. O cara faz café, almoço e janta. De manhã ela toma um café e uma torrada todo o santo dia sem dar um pio na sala por uma meia hora. Depois ela se da conta que vai perder o trem e vai pro chuveiro, onde depois da ducha ela deve fazer uns poli-chinelos no banheiro pois ela consegue molhar até o teto.

Como todo mundo sabe, asiáticos no geral adoram tecnologia. Vivem online em algum site de relacionamento, jogando games em rede, ou então no Messenger, skype e afins. A dificuldade de relacionamento é tão grande que as conversas aqui em casa são via uma versão real do MSN. Bilhetes por tudo. Ficou louça na pia? Bilhete no quadro azul na geladeira. Pagar conta? Bilhete no quadro amarelo. Genial!

Não saí daqui ainda pois o aluguel é barato demais, comparado com outros lugares, e a localização é excelente, bem no centro de Melbourne. Além do mais o prédio tem piscina e academia, sem falar da vista que rola da sacada do apê no 12º andar.

Isso é só o começo... os próximos posts vão ser só com o lado negro da vida aqui na Austrália.

Mas também não precisem se preocupar, as coisas andam muito bem obrigado. Comecei um curso de Design Gráfico que vai levar uns 2 anos ainda, portanto, vou demorar um pouco pra dar um pulo em Porto Alegre pra rever a galera.

Saudade de todos.

Abraço

;)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Cagado por um Calamari na Páscoa

Pra quem tem curiosidade em saber como é a Páscoa na Austrália já posso antecipar que não chega nem perto da loucura que é aí no Brasil. Normalmente um mês antes da chegada do coelhinho até os nossos botecos estão cobertos de ovinhos, coelhinhos, caixas de bombos e outros tipos de chocolates pra galera se empanturrar e ouvir a piazada reclamando das espinhas. Aqui a coisa é bem diferente. Reparei que tinham alguns coelhinhos lá no canto do Supermercado... ali na última prateleira, no meio das panelas e dos jogos de talheres (todos vindos da china, é claro).

Por sorte a Di-Anne, minha amiga da casa de família que fiquei quando cheguei em Melbourne, me levou pra pescar em um clube de pesca familiar em Williamnstown, praia de pescadores e próximo da entrada para o principal porto de Melbourne, Docklands. (link pra quem quiser conferir no google maps)

Pra quem imaginou o Clube de Pesca um prédio grande, e um pier cheio de navios luxuosos com frigobares lotados de espumante e caviar se enganou. O QG dos locais é um galpãozinho bem xinfrim com meia dúzia de mesas com mapas, fotos, jornais e é claro, muita cerveja. O pessoal passa o dia ali bebendo, pescando e falando bobagem. Pescar e beber é a rotina diária deles. Por ser um clube privado, só entram familiares e amigos mais chegados pra visitar o pessoal. Quem nos convidou pra passar a páscoa com eles foi um tiozinho muito gente boa chamado “Li”, que a Di-Anne conhece há alguns anos já. Entrando no estabelecimento deles largamos na mesa um fardinho de 6 long necks e um trago grego feito em casa, logo todos que estavam dentro do mini galpão, do tamanho de mais ou menos 2 salas grandes, olharam com uma cara de alegria e falaram: “FELIZ PÁSCOA!” Foi o que o Li precisava ver pra nos convidar pra pescar no barco dele!

Fotos

Colocamos um casacão, pegamos os molinetes e nos dirigimos para o píer. Dezenas de barquinhos velhos, pra não falar caindo aos pedaços, e eu pensando em qual deles iríamos dar uma volta! Por sorte o barco do Li era o mais filha da p....!  Pintura toda descascada, um monte de tralha dentro e uma caixinha no meio do barco que até então eu não tinha idéia do que seria. Um banco? Uma caixa de ferramentas? Foi então que ele abriu e ali estava o motor possante que ele fez questão de me falar umas 5 vezes que era de 1940! O bendito motor do barco mais parecia mais um motor de geladeira velho! Todo orgulhoso da geringonça ele me puxa um uma ferramenta feita de cano de PVC para tirar a água da caixa do motor! Ah, agora sim eu tava tranqüilo. Tínhamos um colete salva vidas e éramos 3 dentro do barquinho, sendo que a Di-Anne não sabe nadar e a mulher é grande, duas vezes o pobre Li que deve pesar uns 50 kg. Não da nada! Depois de algumas tentativas de ligar a naba, o motorzinho pega no tranco! Embarcamos e nos dirigimos mar a dentro. Parando num primeiro ponto pra começar a pescaria, o Li abre uma caixinha cheia de iscas artificiais e pede pra eu pegar uma laranjinha, especial pra pescar Calamari! O calamari é tipo uma lula, tem 10 tentáculos e larga aquela tinta preta na água quando se sente ameaçada.

Fotos

Começando a brincadeira demoramos um tempo pra pegar o primeiro Cala, apelido dado pelo Li para o bicho. Trocamos a posição do barco mais de 2 vezes até achar um ponto onde haviam vários calamaris e daí começou a festa. A Di-Anne puxou o primeiro que veio brigando bonito com a linha, e chegando perto do barco com o Li dando as instruções com um inglês difícil de entender, além de ter alguns dentes a menos na boca, ele segura uma redezinha pra puxar o Calamari e o querido me larga um jato daquela tinta preta direto na minha câmera, e depois mais uma rebarba de tinta na minha cara e da Di-Anne.  Não preciso dizer nada que ele ficou rindo o resto do passeio todo! No fim das contas pegamos 4 calamaris no total.

Na hora de voltar o Li ligou o motor, e este começou a fazer uns barulhos esquisitos e sair um pouco mais de fumaça do que o normal! Após uns 5 minutos de tensão ele consegue fazer a maquineta funcionar e seguimos de volta à terra firme!  Chegando lá seguimos pra limpeza do calamari, que foi feita em uma pia ali na rua mesmo, a qual já não via água há alguns dias! Com dois ou três puxões um outro camarada do Li limpava o molusculo, deixando ele limpinho e pronto pra ser cortado em anéis e ir direto pra frigideira.

Depois de toda a função fui tirar uma foto com os pescadores acompanhado de uma cerveja pra comemorar o sucesso da pescaria. Pouco malandro que o Li é, chamou a Di-Anne pra uma foto também e aproveitou pra tirar uma lasquinha da grandona durante a foto com uma mãozinha boba! Ceva numa mão e um peitinho na outra! Hehehe! MESTRE!

Fotos

Ah, não posso deixar de apresentar o Mercedes da década de 70 que a Di-Anne comprou e mandou dar uma ajeitada! Sempre que vou lá ela pede pra eu dirigir pra ela o brinquedo novo dela!  Depois de algumas bandas ela falou que quando ela for visitar o Brendan (filho dela) em Adelaide, eu posso ficar na casa deles e usar o Mercedão!

Fotos

Se tudo der certo, mês que vem vou dar banda de Mercedes até alguma praia da região. Nojeeeeeento o guri!

Abraço e Feliz Páscoa pra todos!

sábado, 7 de março de 2009

Great Ocean Road (2)

Retornando de Sydney alugamos um carro e fomos para a Great Ocean Road, para uma trip de 2 dias e com tempo suficiente para ver cangurus e coalas (quem sabe né?) soltos no meio do mato. A vantagem é que esse carro que alugamos tinha CD e não precisamos ficar ouvindo as rádios locais como aconteceu na Nova Zelândia. Chimarrão e muito Mano Lima, Borguetinho e outros consagrados compositores gaudérios seguiam firme no som. Já que tinha um camarada do sul pra me acompanhar no mate, por que quando tem alguém de fora do estado junto reclamam que a água é muito quente ou que o chima ta muito amargo.

Fotos

Como tínhamos mais tempo conseguimos parar em vários pontos da estrada pra conhecer algumas praias. Normalmente desertas com algumas pessoas parando pra tirar umas fotos somente.

Fotos

Passamos a noite numa cidadezinha pequena próxima dos Doze Apóstolos pra poder acordar cedo e pegar o dia nascendo lá. 5h da matina levantamos e saímos em direção ao principal ponto turístico da Great Ocean Road. Muito melhor pois não tinha quase ninguém lá. Meia dúzia de japinha de pijama tirando fotos. Sério... de pijama. Vai entender.

Fotos

Descobrimos um ponto onde podíamos descer e ver bem de perto 2 das formações rochosas que fazem parte dos Doze Apóstolos. Por toda a costa na praia próxima desses Quenions têm placas avisando do perigo de desabamento a qualquer momento. Toda essa costa que possui essas formações sofrem constantes alterações com o contato da água batendo na sua base.

Fotos

Saindo da praia fomos atrás dos Parques Nacionais que são áreas de preservação de florestas e animais. Por todos lugares placas de cangurus e coalas. Mas era difícil de ver um, e quando víamos um coala na árvore, parávamos pra tirar umas fotos em seguida paravam mais 3 ou 4 carros pra fotografar. Canguru solto não conseguimos ver, até por que eles são mais ariscos e com a movimentação dos carros eles não se aproximam tão fácil.

Já os coalas estavam por toda parte de uma das estradas que cruzamos, mas pra quem acha que eles estão ali pertinho está muito enganado. Eles passam a maior parte do dia dormindo nas partes altas das árvores. 16h em média. Isso por que o resto do tempo eles passam comendo folhas de eucalipto ou então reproduzindo. Isso ai. Coala só come, fode e dorme. Vida ruim né? Andam normalmente em duplas e o mais engraçado é que com uma resina do eucalipto eles ficam doidões. Por isso são leeeeeeentos. Muitas vezes de tão chapados eles caem das árvores por estarem muito sonolentos. E quem quiser se aventurar em pegar um no colo pode tomar um belo arranhão das garras afiadas que eles têm e voltar pra casa com uma DST no sangue! Que amor né? E clicando nesse link desse vídeo vocês podem ver que lindo é o som que eles fazem. Parece um jegue! Um mimo!

Fotos

Passando em frente de um mini-zoo paramos pra ver se não íamos embora sem ver um canguru de perto sem uma vidraça gigante na frente. Na recepção uma tiazinha num humor comovente e uma cara de poucos amigos, nos falou que podíamos alimentar todos os bichos com um saquinho de ração que comprávamos na entrada. Fomos entrando e logo nos deparamos com um monte de jaulas meio que largadas com pássaros presos. Não era bem o que a gente queria ver, mas seguimos o toue. Todos os animais já tinham se acostumado a pedir comida quando viam gente. Meio bizarro. E nisso vem um grupo de 3 cangurus menores (Gray Kangaroo), pulando na nossa direção já procurando o saquinho de ração. Um deles achou que a câmera era comida e foi puxando da minha mão pela alça, e olha que os bichos são fortes! Quase deu briga! Havia uma outra área com os canguru maiores, e tinha uma fêmea com um filhotinho na bolsa! Muito louco e todos esfomeados. Era só eu e o Gabriel no Zoológico, mais ninguém. O lugar estava mesmo meio abandonado e os animais não pareciam muito contentes em estar ali, mas valeu pelo passeio só. Ah, tinha também um canguru boludo que ficou nos encarando! Figuraça! Eles inclusive vendem os testículos de canguru nas lojas de suvenir. Daí é demais né!? Será que da sorte?

Fotos

Retornamos pela costa até Melbourne e além dos meus vizinhos de quartos que não são muito chegados na faxina encontro um pombinho preso por 2 dias desesperado no meu quarto. Não preciso nem dizer que ele fez aquela sujeira por tudo! Bela recepção.

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Sydney

Enfim chegamos em Sydney. Já aviso de antemão que é uma cidade muito cara. De saída tomamos um belo tufo só com tíquetes de transporte público. Eles tem a cara de pau de cobrar AUS$ 16,00 só pra ti comprar um tíquete pra poder sair direto do aeroporto pra estação de trem. Mais AUS$ 36,00 pra comprar o tíquete pra andar nos transportes públicos da cidade, que na real era um tíquete limitado até alguns destinos.

A cidade é movimentada por moedinhas. Tudo tem lugar pra botar moedinha. Carrinho de supermercado, doações na igreja, internet, refrigerante, salgadinho... tudo gira com os raios das moedas.

Outra coisa muito interessante da cidade é que eles adoram uma sirene. Nas 3 noites que ficamos no Backpacker acordamos todas noites com no mínimo 2 caminhões de bombeiro nos nossos ouvidos. Eles só desciam, entravam no prédio em frente, davam uma verificada no que estava acontecendo e iam embora. Uma beleza pra quem estava tentando dormir após passar todos os dias batendo perna pela rua.

Sydney é uma cidade gigante. Maior que Melbourne e muito mais agitada. Muita gente pela rua. Muito turista pra  cima e pra baixo gastando suas moedinhas em todas as esquinas do centro. Obviamente a primeira coisa que fizemos foi conhecer a Opera House, cartão postal de Sydney.  

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A arquitetura toda da cidade é louca! Prédios modernos por todos os lados e dos mais variados formatos. Infelizmente não conseguimos achar muitas coisas pra se fazer sem ter que desembolsar muito dinheiro, portanto embarcamos nos tours que nos pareciam maisinteressante. Uma coisa que é um pouco chata é que não se tem muitas opções sem que tenha uma fila de tíquete pra comprar ou alguma coisa pra se gastar. Parece que se tu não está afim de gastar 24h, tu não é muito bem vindo na cidade.

Fotos

Fomos conhecer a Sky Tower, e a vista lá de cima é irada, mesmo com o dia nublado deu pra se impressionar com a cidade. Quando saímos fomos surpresos por uma moça muito bonita e sorridente nos alcançando uma pastinha com várias informações da Sky Tower, com um DVD e uma foto minha e do Gabriel que tiraram na entrada. Doce ilusão que era um presente... “AUS$ 35,00 please” falou a querida! Essa coisa de tentarem nos empurrar um presentinho ou alguma coisa a mais já estava começando a ficar sem graça.

Fotos

Saímos da Sky Tower e fomos para o Wild Life tentar ver um canguru e um coala ao vivo, que até então só havíamos visto em placas. Na entrada  já fomos abordados pela mesma estratégia pra achacar mais uns trocados na saída. Tiram mais uma vez uma fotinho toda sorridente na entrada. Enfim vimos outros bichos muito diferentes, como uma iguana que tem a cauda igual a cabeça pra despistar o predador  e a maior barata do mundo! Bem bonita! Essa se tu larga na sala de aula pra assustar as gurias é capaz de alguém montar e domar a bichinha!

Fotos

No Aquário de Sydney tivemos que nos cotovelar entre os milhares de japas que estavam pra cima e pra baixo vendo os aquários com tubarões, nemos, corais, jacarés, ornitorrincos e outros peixes esquisitos que se encontravam por lá. E na saída adivinha? Lojinha de Souvenir repleta de Nemos de todos os tamanhos e preços. Chaveiro, adesivo, livro, cinzeiro, bonequinho de borracha, pelúcia, gesso, sacolas e etc... pra quem tava vendendo o almoço pra comprar a janta não preciso dizer que saí com as mãos praticamente vazias!

Fotos

Com a chuva pra atrapalhar o nosso passeio a única praia que conhecemos foi a da Bondai. Mesmo debaixo de água fomos dar uma banda lá guiados por uma gaúcha que conhecemos em Sydney, a Dani. Na semana anterior houve um ataque de tubarões nessa praia. Correria total até por que isso não costuma acontecer muito nessas praias. Punk!

Fotos

Na última noite a chuva deu uma sossegada e fomos dar uma caminhada pra ver a Opera House durante a noite, onde abrem diversos bares e restaurantes com som ao vivo, excelente pra tomar uma ceva bem gelada e dar uma descansada.

Fotos

segunda-feira, 2 de março de 2009

NZ já era...

Após uma semana acampados na casa da Cris e do Gavin alugamos um carro pra dar umas bandas pela Kiwi Land. Tentamos planejar uma viagem completa até a ilha sul, mas devido aos horários dos vôos que não fechavam, preços de aluguel de carro, acomodação e entretenimento (cerveja, diga-se de passagem) achamos melhor ficar e aproveitar somente a ilha norte ao invés de fazer ambas na correria.

Dirigindo em direção ao Sul, após algumas horas de estrada já havíamos passado pelos lugares que havíamos visitado e a cada volta que fazíamos pelas montanhas na costa nos deparávamos com praias como as que estão aí abaixo.

O bom da viagem é que as estradas são muito bem sinalizadas, asfalto em bom estado e como íamos costeando o litoral, a vista é sempre essa aí: verde dum lado e o mar azul do outro. Alguns dias dirigi 8h e não senti nenhum cansaço.

Fotos

Como o Gabriel não tinha carteira internacional de habilitação a locadora não cobriria o seguro caso acontecesse alguma coisa com o carro, o que na verdade foi até melhor: o Gabriel ficou de navegador, encarregado de cuidar do mapa, que algumas vezes, mesmo com ele me indicando onde virar pra seguir no caminho certo, eu errava a rota. Após o dia inteiro dirigindo resolvemos abastecer o carro pra chegar em tempo até alguma cidade pra passarmos a noite, mas como os desavisados não sabiam que tudo aqui fecha ali pelas 5h da tarde, quando o tanque chegou no último quarto de gasolina, paramos em um vilarejinho com 3 figurinhas das mais bizarras possíveis encostada num carro caindo aos pedaços e fumando um cigarrinho do capeta do tamanho duma vela e queriam nos vender gasolina. Após tentar entender o que eles falavam com apenas alguns dentes na boca resolvemos seguir a viagem e torcer para que o nosso possante agüentasse até a cidade mais próxima.

Fotos

Descendo todas as lombas sem acelerar pra não gastar combustível, conseguimos chegar em Tokomaru Bay, uma pequena praia com um vilarejo praticamente abandonado. Por sorte achamos um camping com uma bomba de gasolina bem na frente. Era ali mesmo que iríamos parar pra dormir e botar uma gasol no carro. Lógico que ninguém pode nos ajudar a abastecer pois o relógio já batia perto das 8h da noite e ninguém mais trabalha nesse horário. A única movimentação na cidade era uma turma de locais jogando rugby num campo perto da praia.

O Camping mais parecia uma geriatria. Só pessoal da terceira idade vendo TV. Galera simpática e gente boa. Ah, óbvio que também  tinham umas ovelhas em volta da casa.

Fotos

Levantamos cedo e seguimos viagem. 30min pra conseguir abastecer, pois a fila do posto era grande. Aproveitando o pit stop o Gabriel me aparece com umas tortinhas de carne moída que ele comprou na lojinha junto do posto. Difícil foi identificar de qual animal era aquela carne...

Indo em direção à Gisborne paramos no Te Mata Peake, famosa montanha com uma vista animal! Pela altura e pelos bons ventos o pessoal sobe muito até o topo para saltar de Paraglider. Outros loucos também sobem até o topo correndo pelas trilhas. Só de olhar aquela gente subindo bufando até lá em cima já deixa o cara cansado. Inacreditável. 400m de subidinha num ritmo de deixar qualquer um quebrado, e pela meia hora que ficamos lá em cima não parava de aparecer gente de todos os lados correndo pelas trilhas.

Fotos

A próxima parada foi em Whangara, praia onde foi filmado o filme “A Domadora de Baleias”. Chegamos de carro e estacionamos na frente de uma casa com algumas esculturas e vários Maoris estavam ali tocando violão e cantando. Eu e o Gabriel damos uma caminhada pela beira da praia e na volta queríamos tirar umas fotos da tal casa, mas logo um dos locais pediu para pararmos com as fotos pois era um local sagrado e um retiro privado da comunidade que ali morava. Perguntamos sobre o filme, mas ele pouco comentou sobre, só nos apontando umas baleias de fibra jogadas num canto que foram usadas na filmagem. Na verdade não poderíamos nem ter entrado com o carro lá, mas como as placas de propriedade privada não estavam muito visíveis acabamos passando batido.

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O destino seguinte era o mais do que calmo vilarejo de Waipawa, onde o Gabriel morou por alguns meses na sua estadia aqui na Nova Zelândia. A Cidade que há 4 anos atrás tinha somente meia dúzia de casas e algumas lojinhas cresceu bastante e o rio que passava pelo meio do vilarejo praticamente está com o nível muito baixo. A questão da seca por aqui assusta. Passamos por diversas pontes e o que vimos era praticamente terra e pedra. Pouquíssima água.

Fora isso o camping que o Gabriel morou ainda estava lá. E foi ali mesmo que paramos pra dormir. O único problema foi que não havia nenhuma barraca pra alugar, muito menos uma cabana barata, portanto o jeito foi dormir no carro. Uma piscina, uma cama elástica e um cachorro louco pela sua bola de rugby era o único entretenimento local. Foi bom pra descansar e não fazer nada durante horas.

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Saindo de Waipawa o Gabriel retornou pro Mount Manganui com a Cris e eu voltei para Rotorua (a cidade que cheira a ovo podre) pra encontrar 2 amigas holandesas que conheci em Melbourne, Simone e Josje, que também estavam de passagem pela nova Zelândia.

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Como eu já tinha passado por lá tentamos fazer um programa diferente e achamos um lago com poucas pessoas e passamos o dia por lá. É engraçado pois como a nova Zelândia não é muito povoada, é fácil de achar alguns lugares praticamente desertos e com uma paisagem louca.

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Voltando Mount e pra fechar com chave de ouro a visita, o Gabriel, a Cris e eu demos uma volta de Helicóptero, que como podem ver, a vista de cima do monte é irada.

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Nos despedimos da Cris e do Gavin e vamos em direção à Austrália, onde ainda vamos ver Sydney e Tasmânia! Aguardem.