Após uma semana acampados na casa da Cris e do Gavin alugamos um carro pra dar umas bandas pela Kiwi Land. Tentamos planejar uma viagem completa até a ilha sul, mas devido aos horários dos vôos que não fechavam, preços de aluguel de carro, acomodação e entretenimento (cerveja, diga-se de passagem) achamos melhor ficar e aproveitar somente a ilha norte ao invés de fazer ambas na correria.
Dirigindo em direção ao Sul, após algumas horas de estrada já havíamos passado pelos lugares que havíamos visitado e a cada volta que fazíamos pelas montanhas na costa nos deparávamos com praias como as que estão aí abaixo.
O bom da viagem é que as estradas são muito bem sinalizadas, asfalto em bom estado e como íamos costeando o litoral, a vista é sempre essa aí: verde dum lado e o mar azul do outro. Alguns dias dirigi 8h e não senti nenhum cansaço. 
Como o Gabriel não tinha carteira internacional de habilitação a locadora não cobriria o seguro caso acontecesse alguma coisa com o carro, o que na verdade foi até melhor: o Gabriel ficou de navegador, encarregado de cuidar do mapa, que algumas vezes, mesmo com ele me indicando onde virar pra seguir no caminho certo, eu errava a rota. Após o dia inteiro dirigindo resolvemos abastecer o carro pra chegar em tempo até alguma cidade pra passarmos a noite, mas como os desavisados não sabiam que tudo aqui fecha ali pelas 5h da tarde, quando o tanque chegou no último quarto de gasolina, paramos em um vilarejinho com 3 figurinhas das mais bizarras possíveis encostada num carro caindo aos pedaços e fumando um cigarrinho do capeta do tamanho duma vela e queriam nos vender gasolina. Após tentar entender o que eles falavam com apenas alguns dentes na boca resolvemos seguir a viagem e torcer para que o nosso possante agüentasse até a cidade mais próxima.
Descendo todas as lombas sem acelerar pra não gastar combustível, conseguimos chegar em Tokomaru Bay, uma pequena praia com um vilarejo praticamente abandonado. Por sorte achamos um camping com uma bomba de gasolina bem na frente. Era ali mesmo que iríamos parar pra dormir e botar uma gasol no carro. Lógico que ninguém pode nos ajudar a abastecer pois o relógio já batia perto das 8h da noite e ninguém mais trabalha nesse horário. A única movimentação na cidade era uma turma de locais jogando rugby num campo perto da praia.
O Camping mais parecia uma geriatria. Só pessoal da terceira idade vendo TV. Galera simpática e gente boa. Ah, óbvio que também tinham umas ovelhas em volta da casa. 
Levantamos cedo e seguimos viagem. 30min pra conseguir abastecer, pois a fila do posto era grande. Aproveitando o pit stop o Gabriel me aparece com umas tortinhas de carne moída que ele comprou na lojinha junto do posto. Difícil foi identificar de qual animal era aquela carne...
Indo em direção à Gisborne paramos no Te Mata Peake, famosa montanha com uma vista animal! Pela altura e pelos bons ventos o pessoal sobe muito até o topo para saltar de Paraglider. Outros loucos também sobem até o topo correndo pelas trilhas. Só de olhar aquela gente subindo bufando até lá em cima já deixa o cara cansado. Inacreditável. 400m de subidinha num ritmo de deixar qualquer um quebrado, e pela meia hora que ficamos lá em cima não parava de aparecer gente de todos os lados correndo pelas trilhas.
A próxima parada foi em Whangara, praia onde foi filmado o filme “A Domadora de Baleias”. Chegamos de carro e estacionamos na frente de uma casa com algumas esculturas e vários Maoris estavam ali tocando violão e cantando. Eu e o Gabriel damos uma caminhada pela beira da praia e na volta queríamos tirar umas fotos da tal casa, mas logo um dos locais pediu para pararmos com as fotos pois era um local sagrado e um retiro privado da comunidade que ali morava. Perguntamos sobre o filme, mas ele pouco comentou sobre, só nos apontando umas baleias de fibra jogadas num canto que foram usadas na filmagem. Na verdade não poderíamos nem ter entrado com o carro lá, mas como as placas de propriedade privada não estavam muito visíveis acabamos passando batido.
O destino seguinte era o mais do que calmo vilarejo de Waipawa, onde o Gabriel morou por alguns meses na sua estadia aqui na Nova Zelândia. A Cidade que há 4 anos atrás tinha somente meia dúzia de casas e algumas lojinhas cresceu bastante e o rio que passava pelo meio do vilarejo praticamente está com o nível muito baixo. A questão da seca por aqui assusta. Passamos por diversas pontes e o que vimos era praticamente terra e pedra. Pouquíssima água.
Fora isso o camping que o Gabriel morou ainda estava lá. E foi ali mesmo que paramos pra dormir. O único problema foi que não havia nenhuma barraca pra alugar, muito menos uma cabana barata, portanto o jeito foi dormir no carro. Uma piscina, uma cama elástica e um cachorro louco pela sua bola de rugby era o único entretenimento local. Foi bom pra descansar e não fazer nada durante horas.
Saindo de Waipawa o Gabriel retornou pro Mount Manganui com a Cris e eu voltei para Rotorua (a cidade que cheira a ovo podre) pra encontrar 2 amigas holandesas que conheci em Melbourne, Simone e Josje, que também estavam de passagem pela nova Zelândia. 
Como eu já tinha passado por lá tentamos fazer um programa diferente e achamos um lago com poucas pessoas e passamos o dia por lá. É engraçado pois como a nova Zelândia não é muito povoada, é fácil de achar alguns lugares praticamente desertos e com uma paisagem louca.
Voltando Mount e pra fechar com chave de ouro a visita, o Gabriel, a Cris e eu demos uma volta de Helicóptero, que como podem ver, a vista de cima do monte é irada.
Nos despedimos da Cris e do Gavin e vamos em direção à Austrália, onde ainda vamos ver Sydney e Tasmânia! Aguardem.
segunda-feira, 2 de março de 2009
NZ já era...
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Um comentário:
Adorei tudo, as fotos, os textos e as paisagens! Segue aproveitando aí! Beijo.
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