
Port Douglas é bem diferente das outras cidades que passei por aqui. É a primeira a não ter parquímetro, Mcdonalds e Boates, portanto uma praia calma e tranquila onde se encontram vovôs e vovós que vem pra ca gastar seus dólares nas atrações turísticas da região.

Entre as atrações disponíveis em Port Douglas, a moça da recepção do condomínio nos indicou o "Café da Manhã com os Pássaros", onde rolaria um buffet durante o breakfast e a gente irria ver diversos tipos de animais locais por todos os lados. Varados de fome fomos os primeiros a chegar antes da excursão das famílias, vovôs e japas (sempre muito be, munidos com suas câmeras) que em poucos minutos lotaram o mini-zoo.
Com aquele rico banquete nos esperando já me encaminhei pra filar umas guloseimas que eu não via há tempo, como umas cucas (nem não chegam nem perto daquelas de Nova Petrópolis, é claro), pão caseiro e muita fruta a disposição. Bacon, ovo frito, pão tostado e suco como manda o tradicional café da manhã australiano também foi incluido no cardápio, é óbvio!

Não preciso nem falar que o olho é sempre maior que a barriga, e enquanto o pessoal da terceira idade se divertia bem comportado com as bolachinhas de água e sal, acompanhado de chá com leite, eu já enfileirava o terceiro pratinho bem reforçado pra me manter nutrido e bem disposto pra caminhada que viria na sequência. E claro, também pra alimentar o bando de periquitos que faziam fila basicamente na nossa mesa, acho que pela maior quantidade de comida do que nas outras.

Com uma certa dificuldade de caminhar e respirar depois do café nos dirigimos para a área dos crocodilos, que na chegada já me olhavam rindo... acho que tinham esperança de filar uma carne sul americana já bem recheada naquela altura do campeonato. Cangurus de várias espécies e tamanhos, coalas e vários patos engraçados lagarteando no sol e sempre em volta tentando comer a rebarba da ração que todo mundo comprava pra alimentar os cangurus.

E finalmente a parte mais esperada da viagem, o mergulho na barreira de corais. 7:30 da matina fomos pegos pela van de umas das dezenas de empresas que tem permissão pra levar turistas até os pontos de mergulhos nos corais. O nosso barco não era dos maiores e mesmo assim levava mais ou menos 70 pessoas, mais a tripulação de uns 10 funcionários para o passeio. Mergulho com tubo de oxigênio ou então somente snrokeling, para os menos abonados, eram as modalidades disponíveis para quem embarcava. Novamente Buffet de café da manhã liberado, mas dessa vez só um bolinho com café pra não dar aquela “congestã” durante o mergulho. Sem pagação de mico na frente de todo mundo em alto mar, por favor né...
O passeio dura o dia todo com paradas em 3 pontos diferentes da costa, sempre junto das barreiras de corais. Compramos uma câmera descartável, pois já sabíamos que teríamos que marchar com AUS $35,00 pra comprar 3 fotos do fotógrafo da equipe. Com o barco parado a galera começa a pular na água e daí é cada um por si. Liberdade pra sair nadando e mergulhando pra qualquer lado.
Difícil de explicar como é nadar no meio daquele monte de corais, peixes , arraias e também tubarões. Sim, tubarões. No começo eu até tinha me esquecido do risco de ver um, mas quando estávamos no terceiro mergulho vimos um tubarão de mais ou menos uns 3 metros no meio de uns corais. A sensação é engraçada por que tu nunca viu um bicho daqueles a não ser na televisão e como eu não tinha uma daquelas grades de ferro pra me proteger já comecei a
pensar no que fazer caso ele resolvesse vir dar uma conferida no almoço dele. A real é que não tem muita saída... tu não pode gritar por que ta todo mundo mergulhando, e longe de ti, e ninguém vai te ouvir também. Não tinha como correr e ele se movia com uma velocidade absurda. Por sorte ele foi pra outro lado, mas em seguida quando eu já estava mais aliviado olho pra direita e ele tava ali novamente, há uns 10 metros de distância nadando no mesmo ritmo que eu. Aquela alegria.
Eu acelerava o ritmo e ele parecia que só acompanhava me cuidando de canto de olho. Nessas alturas achei que ia virar petisco, mas foi só mais um belo cagaço... logo ele já seguiu caminho pro lado oposto.

Além do tubarão, cardumes enormes com peixes pequenos, médios e grandes das mais diversas cores e formas. A profundidade variava desde uns 30m onde o barco ancorava até chegar um ponto onde se nadava há 1m acima dos corais podendo até tocar se quisesse, mas todos são avisados pra não fazer isso e cuidar com os pés-de-pato enquanto nadam pois podem danificar os corais se bater neles.
Na volta todo mundo meio cansado de tanto nadar, sentados no barco o capitão fez uma parada pois haviam visto uma baleia, e pelo que eles falavam era uma baleia branca, a maaaaaais rada do mundo. Sinceramente eu já vi peixe maior pulando nos açudes ali de tapes quando eu ia pescar com o meu pai. Fizeram um alarde louco pra uma baleinha que só deu um ou dois espirros na superfície... e nem sei se era tão rara assim. Todo mundo sacava câmera e ficava procurando ela. Eles falavam que esperaram a vida toda pra ver aquela baleia. Aham. Devem falar isso pra todo mundo que mergulha com eles, e no final ainda pediram pra indicar o barco deles pros amigos pois eles sabem onde as baleias estão. Ah ta né?! Não pra cima de mim né meu guri?

A saidera da viagem foi conferir a famosa “Corrida de Sapos” que iria rolar no centro de Port Douglas, no Iron Bar. Subimos no segundo andar e lá estava um típico Australiano anunciando os nomes dos sapos para o grid de largada e também sortear pelo número do ingresso os “jóqueis”que iriam orientar os sapos durante a corrida. As regras são simples: com uma língua-de-sogra tu poderia empurrar o sapo pra fora da mesa, e depois quem botasse ele de volta no balde era o vencedor. 3 baterias de corrida com direito a uma delas tendo premiação de um passeio nos corais, mas pra concorrer era preciso comprar a sua participação no leilão de sapo! Teve uma pateta, que de empolgada com história, pagou AUS$ 70,00 no seu sapo. PODE? Eu já tive sorte e fui sorteado pra participar! Sim! Fui jóquei de sapo na Austrália! O nome do meu sapo era “FAT BASTARD” e como todos os outros ganhou beijinho do seu jóquei antes da corrida, pra dar sorte é claro. Na largada da corrida o sapo, que era criado a Toddy, já saiu pulando e eu atrás soprando a língua-de-sogra! No que ele caiu no chão e eu juntei o querido me deu uma beeeeela mijada nas mãos. Por uma fração de segundos não consegui colocar ele primeiro no balde, o que me rendeu o segundo lugar na corrida!

Pra quem quer ver um a minha performance na corrida, o passeio de barco, Simi e seu poodle doidão, cangurus, coalas, jacarés, periquitos e a praia de Port Douglas é só conferir o compacto no vídeo abaixo!
Aquele abraço!
4 comentários:
SEM COMENTÁRIOS!bjos CU
Sério! Quando cheguei no "fui jóquei de sapo" eu esqueci completamente que tinha lido sobre crocodilos, tubarões, barreira de corais e o escambau todo! ehueheuhe
Beijo mala!!!
Alemão! Muito divertido esse post! hehehe Adorei os sapos! ahah bjos!
Muito tri meu.
Mas e aí, depois de Port Douglas se trancou em casa e não saiu mais?
Cadê as atualizações?!
Abraço
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